09 de Julho de 2020,

Economia

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Sexta-Feira, 29 de Maio de 2020, 18h:26 | Atualizado:

CELEIRO

MT vai colher safra recorde de grãos

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Apesar dos custos da produção do milho e da soja terem aumentado, Mato Grosso terá uma safra recorde de grãos. A pandemia do novo coronavírus dificultou o trabalho no campo, mesmo assim, são esperados mais de 65 milhões de toneladas toneladas de grãos.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), quase 40% da próxima safra de soja que ainda nem foi plantada já foi vendida. O Imea aponta que o produtor de Mato Grosso gastou quase 11% a mais na safra de soja em comparação com o ano passado. Já nas lavouras de milho foram cerca de 12% de acréscimo nos custos.

O gestor de inteligência de mercado Cleiton Gauer afirma que os produtos que possuem o custo em dólar tiveram maior impacto ocasionado pela pandemia e orienta que outra alternativa para minimizar os custos é fazer a troca entre grãos e insumos.

“Esses custos dolarizados tiveram um impacto muito grande e isso trouxe um reflexo direto pro custo. Se compararmos com as últimas safras, a gente percebe que o custo tem aumentado ano após ano, tanto pra soja, quanto para o milho. Pacotes de insumos correspondem uma grande parte do custo, se o produtor conseguir minimizar essa fatia, ele já tem uma noção do quanto vai ter de despesa no final”, afirma.

Na maioria das regiões não teve chuva suficiente para a produtividade de milho. O agricultor Lucas Costa Beber conta que o decréscimo de produtividade no estado foi de 5% a 6% e que a qualidade do grão deve ser melhor.

“Espera-se um decréscimo no estado hoje de produtividade entre 5 a 6%. Por outro lado, tivemos um aumento maior de 6% na área total do estado. Isso deve compensar as perdas por conta da produtividade. Uma coisa positiva dentro disso é que, apesar do produtor produzir um pouco menos, a qualidade do grão deve ser melhor”, afirma.

O produtor de soja deve ficar atento aos preços do cereal. Em algumas regiões do estado, a saca foi vendida por mais de R$ 100. Isso ajuda na programação da próxima safra.

Os bons preços da soja e do milho impulsionados pela alta do dólar favoreceram os produtores do estado para que antecipassem a comercialização dos grãos.

 

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Comentários (2)

  • Rafael | Sábado, 30 de Maio de 2020, 17h53
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    O custo de produção aumenta com o dólar alto, mas o preço de venda também. Se não fosse tão vantajoso, não iriam investir mais para produzir a maior safra. O agro sempre tenta se aproveitar desse discurso de que sofre muito, mas talvez seja a atividade econômica mais segura no país. Eles teriam sim que socializar esse lucro, pagam pouco tributo e usam uma grande estrutura estatal para desovar sua produção, sem contar com o desmatamento ilegal.

  • Rafael | Sábado, 30 de Maio de 2020, 09h19
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    O custo de produção aumenta com o dólar alto, mas o preço de venda também. Se não fosse tão vantajoso, não iriam investir mais para produzir a maior safra. O agro sempre tenta se aproveitar desse discurso de que sofre muito, mas talvez seja a atividade econômica mais segura no país. Eles teriam sim que socializar esse lucro, pagam pouco tributo e usam uma grande estrutura estatal para desovar sua produção, sem contar com o desmatamento ilegal.

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