14 de Dezembro de 2019,

Economia

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Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2019, 09h:23 | Atualizado:

CELEIRO

Safra 2018/19 é a maior da história em MT


Diário de Cuiabá

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Mato Grosso colheu em 2018/19 sua maior safra agrícola ao consolidar uma produção de 67,37 milhões de toneladas. Os dados foram confirmados ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou a última estimativa de produção da temporada. Com o volume, o Estado ampliou em 9,2% o recorde anterior de 61,71 milhões de toneladas e se manteve pelo oitavo ano consecutivo o maior produtor nacional de grãos e fibras.

A expansão mato-grossense foi sustentada pela excelente performance do algodão e do milho segunda safra, culturas que também atingiram níveis de oferta inéditos na série estadual. Com mais de 67 milhões de toneladas, Mato Grosso participou sozinho com cerca de um terço de tudo que o Brasil estará produzindo neste ciclo. Enquanto a produção cresceu 9,2% - o maior percentual entre os grandes estados produtores brasileiros – a área plantada aumentou 5,1%, ao passar de 15,34 milhões de hectares para 16,13 milhões de hectares.

Além do Estado, lideram a produção nacional o Paraná, com 36,82 milhões de toneladas (5,2%) e o Rio Grande do Sul com 35,32 milhões de toneladas (6,2%). O país deverá colher 242,1 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 6,4% na produção. Além de ultrapassar os 227,7 milhões da safra anterior (2017/18), os dados confirmam a safra 2018/19 como recorde da série histórica. A partir de outubro, a Conab começa a divulgar as projeções de safra para 2019/20.

Das três principais culturas de Mato Grosso – soja, milho e algodão, todas com recorde de produção dentro da série histórica estadual – apenas a oleaginosa teve o crescimento mais tímido, de 0,5%, passando de 32,30 milhões t para 32,45 milhões t. A adversidade climática pesou contra a cultura que ampliou em 1,9% a área plantada, de 9,51 milhões de hectares para 9,69 milhões de hectares, mas registrou recuo 1,4% na produtividade. A soja também sofreu redução de 3,6% na produção nacional, atingindo 115 milhões de t. Houve, contudo, o crescimento na área de plantio em 2,1%.

O destaque do ciclo foi o algodão, com crescimento de mais de 40% tanto na área plantada quanto na produção. Em volume, a oferta de pluma passa de 1,29 milhão t para 1,81 milhão (40,7%) e em superfície, de 777,8 mil hectares para 1,09 milhão hectares (40,5%).

No caso do algodão, a pesquisa realizada pela estatal revelou um crescimento de 35,9% na produção nacional, com volume estimado de 4,1 milhões de toneladas do caroço e 2,7 milhões de t do algodão em pluma. Entre os motivos estão a taxa de câmbio, a evolução dos preços e outros fatores, que levaram os produtores a expandir a área plantada, principalmente nos estados da Bahia e Mato Grosso. Com isso, a previsão de exportação da pluma também deverá superar a do ano passado em mais de 50%, alcançando pela primeira vez a marca de 1,5 milhão de toneladas.

Já com relação ao milho, a safra total chega a quase 100 milhões de toneladas. De Mato Grosso são mais de 30,04 milhões t, volume 18,5% acima do colhido no ciclo anterior – 26,20 milhões t – o que registra um novo recorde na oferta do cereal, que é cultivado como opção de segunda safra no Estado.

 

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