21 de Julho de 2019,

Economia

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Sábado, 15 de Junho de 2019, 13h:34 | Atualizado:

DÍVIDA DE R$ 2,8 MILHÕES

Supermercado culpa concorrentes por crise e entra em recuperação judicial em MT

Estabelecimento comercial foi inaugurado em 2009 no município de Rondonópolis


Da Redação

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A Justiça autorizou o processamento da recuperação judicial do NR Supermercado (Supermercado Cascalhinho), localizado em Rondonópolis (216 KM de Cuiabá), que alega dívidas de R$ 2,8 milhões. Os credores do estabelecimento comercial, inaugurado em 2009, são formados por funcionários, bancos e fornecedores.

Um despacho publicado pelo juízo da 4ª Vara Cível de Rondonópolis desta sexta-feira (14), onde tramita o processo de recuperação, informa os motivos que levaram o estabelecimento comercial a entrar em crise. A empresa reclama que a partir de 2018, com a abertura de um “novo supermercado”, sofreu uma grande concorrência que a fez operar no “vermelho”.

“Em 2018, a abertura de um novo supermercado, anunciando ofertas e promoções com valores muito abaixo do preço de custo dos produtos, acirrou ainda mais a concorrência entre os mercados da cidade, que passaram a abaixar de forma drástica seus preços e consequentemente sua lucratividade. A NR Supermecados Ltda-Me se viu a obrigada a entrar nesta competição pelos clientes, baixando seus preços, porém, não de forma tão agressiva quanto seus concorrentes”, diz trecho do processo.

O Supermercado Cascalinho também reclama da inadimplência dos clientes, atingidos por uma suposta “crise”. “Com a crise afetando principalmente a faixa econômica dos clientes da NR , a empresa passou a enfrentar queda nas vendas e inadimplência de clientes, ficando cada vez mais difícil a quitação de suas obrigações. Assim, diante deste cenário de crise e contratos bancários com juros e penalidades abusivas, as empesas vêm enfrentando dificuldades de cumprir seus prazos de pagamentos”, reclama a organização.

PROCESSO

Com a autorização do processamento, e segundo disciplina a lei que regula a matéria (nº 11.101/2005), o Grupo possui 60 dias para apresentar seu plano de recuperação e a estimativa de tempo necessária para pagar seus credores - além de se beneficiar com a suspensão por 180 dias de ações de execução (ordens judiciais de pagamento contra a empresa).

O plano de recuperação judicial deverá ser apreciado em até 150 dias pelos credores numa assembleia geral, que poderão aceitá-lo, rejeitá-lo ou modificá-lo. Caso as partes não cheguem a um acordo, o juiz decreta a falência da empresa, restabelecendo aos cobradores das dívidas o direito de pleitear pelas seus débitos, inclusive na justiça, uma vez que a recuperação judicial suspende por 180 dias esta possibilidade.     

 

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Comentários (1)

  • Curimbatámt | Domingo, 16 de Junho de 2019, 08h53
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    0

    E SEMPRE ASSIM, MAMA MAMA NO INCENTIVO FISCAL, GANHA DINHEIRO, TA TOMBO NOS FORNECEDORES E TRABALHADORES, NÃO RECOLHE OS TRIBUTOS, SAI RICO FOFO E VAI EMBORA COMO BONZINHO, E A JUSTIÇA ACEITA

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