24 de Agosto de 2019,

Economia

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Sábado, 20 de Julho de 2019, 17h:50 | Atualizado:

DÍVIDA DE R$ 9,3 MILHÕES

Supermercado leva calote; entra em crise e tem recuperação aceita em MT

Grupo já teve mais de 200 funcionários e precisou realizar diversos cortes


Da Redação

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O grupo proprietário do “Supermercado Alvorada”, localizado em Primavera do Leste (236 KM de Cuiabá), interpôs um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de Mato Grosso  (TJ-MT). A organização – que também é dona da “Alvorada Prestadora de Serviços”, da área de terceirização -, reclama que sofreu um calote de R$ 700 mil dos antigos proprietários da 2ª filial do estabelecimento comercial, adquirido pelo grupo em crise.

No dia 17 de junho de 2019, a juíza da 2ª Vara Cível de Primavera do Leste, Patrícia Cristiane Moreira, autorizou o processamento da recuperação judicial. O grupo proprietário do “Supermercado Alvorada” acumula dívidas de R$ 9,3 milhões.

De acordo com informações do processo, a organização iniciou suas atividades em 2014 e admite que o empreendimento teve uma aceitação “positiva”, com giro de caixa “maior do que o esperado”. “Ao relatar o histórico empresarial, ressaltando o início das atividades no ano de 2014, com a inauguração de um supermercado denominado ‘Supermercado Alvorada’, pelos empreendedores Cleriston Pizzolatto e Claudinei Fulk, consignam a positiva aceitação de mercado e crescimento nos anos de 2015 e 2016, com giro de caixa maior que o esperado, inclusive ensejando a criação de duas novas filiais e criação de setor dedicado à ‘terceirização’ da contratação dos funcionários”, diz trecho dos autos.

Os empresários seguem relatando a trajetória da empresa nos últimos anos, revelando que o grupo chegou a ter mais de 200 funcionários, “com elevado fluxo de caixa”. Porém, ao adquirir uma segunda filial que já estava em operação, os antigos proprietários do estabelecimento recém-adquirido teriam agido de “má-fé”, e não repassado cerca de R$ 700 mil relativos a pagamentos por cartão de crédito. Uma outra ação na Justiça discute o caso.

“Durante o período mencionado, contando com mais de 200 funcionários e elevado fluxo de caixa, a expectativa de crescimento era exponencial. Entretanto, em pouco tempo surgiram imprevistos que bruscamente impactaram o crescimento do grupo, especificamente a operação de aquisição da 2ª filial, negociada já em plena operação, inclusive com utilização do domínio dos recebíveis decorrentes das máquinas de cartão de crédito, que por má-fé dos antigos proprietários, se apropriaram dos valores, decorrendo prejuízo de R$ 700 mil”.

Após o suposto calote, segundo os empresários, houve a necessidade de endividamento do grupo, redução de 50% dos funcionários, e perda de crédito junto a fornecedores, que passaram a exigir pagamento à vista pelos produtos comercializados no Supermercado.

PROCESSO

Com a autorização do processamento, e segundo disciplina a lei que regula a matéria (nº 11.101/2005), o Grupo possui 60 dias para apresentar seu plano de recuperação e a estimativa de tempo necessária para pagar seus credores - além de se beneficiar com a suspensão por 180 dias de ações de execução (ordens judiciais de pagamento contra a empresa).

O plano de recuperação judicial deverá ser apreciado em até 150 dias pelos credores numa assembleia geral, que poderão aceitá-lo, rejeitá-lo ou modificá-lo. Caso as partes não cheguem a um acordo, o juiz decreta a falência da empresa, restabelecendo aos cobradores das dívidas o direito de pleitear pelas seus débitos, inclusive na justiça, uma vez que a recuperação judicial suspende por 180 dias esta possibilidade.     

 

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Comentários (3)

  • Borracheiro | Domingo, 21 de Julho de 2019, 14h05
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    Tem um supermercado alvorada aqui no imperial. Mas acho que não vai falir nunca pq os preços sao caríssimos e o povo dos condomínio de burgues compra la normalmente.

  • Jesus | Domingo, 21 de Julho de 2019, 00h30
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    Com tantos empresários fortes no Estado tendo legalidades de falências e recuperação de crédito assim, imagina a geral? O povo! Ah vá. A maioria continua com as suas vidas pessoais com padrão altíssimos. A moda pegou mesmo.

  • Fernando | Sábado, 20 de Julho de 2019, 20h32
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    Recuperação Judicial se chama calote legalizado

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