08 de Abril de 2020,

Economia

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Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 14h:34 | Atualizado:

Trabalhadores dos Correios são demitidos por cobrarem material de limpeza e teletrabalho

Três trabalhadores foram demitidos dos Correios depois que a categoria decidiu parar as atividades exigindo condições sanitárias de trabalho, liberação do grupo de risco dos terceirizados para trabalho remoto como já acontece com os efetivos (concursados) e revezamento de turnos.

A informação foi repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, que apresentou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa nesta quarta-feira (25). Segundo representantes do sindicato, desde que começou a pandemia do novo coronavírus, os trabalhadores têm alertado que a empresa é um potente transmissor do vírus.

Dentre as acusações constam assédio, falta de condições mínimas de trabalho, falta de limpeza no início e no fim da jornada. Segundo o sindicato, existem agências na capital e principalmente no interior que estão há mais de um mês sem qualquer tipo de limpeza.

Na tarde dessa terça-feira, os trabalhadores decidiram cruzar os braços exigindo os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), álcool em gel, luvas e máscaras, mas não foram atendidos. "Até agora a empresa forneceu, em pouca quantidade, álcool 70 e realizou as demissões”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Edmar Leite.

“Na quarta-feira da semana passada fomos avisados que os trabalhadore do grupo de risco poderiam fazer teletrabalho, mas no sábado fomos chamados para, a partir desta segunda-feira (23), retornar ao trabalho”, denunciou um trabalhador terceirizado.

Segundo ele, “os trabalhadores terceirizados não têm a mesma segurança dos trabalhadores concursados e por isso eles nos pressionam”. O presidente do sindicato disse que apesar dos canais da empresa informarem que fornece os EPIs, álcool em gel e outros equipamentos, na realidade isso não acontece conforme imagens captadas no CTCE onde é possível notar os trabalhadores manuseando cartas e outros produtos sem uso de máscara e sem luvas.

Edmar Leite informou que além da denuncia no MPT, será ajuizada, ainda nesta quarta-feira, ação civil pública em defesa de todos os trabalhadores efetivos e terceirizados da ECT.

 

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Comentários (1)

  • Francisco | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 09h43
    2
    0

    Notícia suspeita, vá verificar e nem de longe se trata disso. Plantam-se uma fake e pronto.

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