17 de Fevereiro de 2020,

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Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h:03 | Atualizado:

REFORÇO MATADOR

Banco mantém patrocínio a Campeonato, mas corta do Operário

Sicredi diz que repasse de dinheiro ao tricolor cabe à Federação Mato-grossense de Futebol


Da Redação

Lucio Adolfo/Boa Esporte

bruno goleiro.jpg

 

Membros da cooperativa de Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) se reuniram nesta segunda-feira (20) para discutir a provável contratação do goleiro Bruno pelo Clube Esportivo Operário Varzea-grandense. A empresa é uma das principais patrocinadoras do Campeonato Mato-grossense 2020, ao lado da Lojas Martinello. 

Na última sexta-feira, o goleiro Bruno Fernandes foi autorizado pela justiça de Minas Gerais a cumprir parte da pena no regime semiaberto em Mato Grosso, onde já possui acerto para jogar no Operário. O atleta, que é condenado pela morte da ex-amante e modelo Eliza Samudio, deverá receber cerca de R$ 5 mil no time.

A confirmação da contratação do goleiro deve ocorrer ainda esta semana.

Em contato com a reportagem de FOLHAMAX, a assessoria do Sicredi disse que o contrato de patrocínio foi firmado com a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), que é responsável por repassar os valores às 10 equipes que disputam o estadual. As equipes, por sua vez, estampam a marca da cooperativa nos uniformes e nas placas de publicidade ao redor do campo.

“O patrocínio do Sicredi é com a Federação Mato-Grossense para o Campeonato Estadual de Futebol 2020”, diz nota da cooperativa.

Segundo a assessoria, o contrato do Sicredi com a FMF está mantido. A única recomendação é de que, caso confirmada a contratação do goleiro, não sejam repassados valores ao Operário de Várzea Grande.

Os recursos são utilizados para gastos com viagens e hospedagem dos clubes, bem como incentivo às categorias de base das equipes.

POLÊMICA

A possível vinda de Bruno para o futebol de Mato Grosso tem dividido as opiniões, tanto das pessoas que torcem pelo clube, como de outras de cunho nacional. Algumas pessoas acreditam que se deve dar uma ‘segunda chance’ ao goleiro, já que ele teria "pagado a dívida com a Justiça". Em contrapartida, outros acham que o atleta não deve ser contratado por equipes de futebol, pois não seria exemplo para as crianças que amam o esporte e podem te-lo como ídolo.

Algumas pessoas públicas se manifestaram sobre esta situação. No último dia 10 de janeiro, a atriz Juliana Paes, da Rede Globo, levantou uma hastag em seu perfil no Instagram denominada #meuidolonaoefeminicida.

Na ocasião, a artista também convidou outras pessoas a participarem do ‘movimento’. Paes ainda citou diversas atrizes, como Débora Secco, Agatha Moreira, Sabrina Sato e entre outras.

Aqui no Estado, há também uma mobilização feita por mulheres, onde será feita uma manifestação contra a vinda do goleiro para cá. Com isso, uma concentração deverá ser realizada nesta terça-feira (21) na Arena Pantanal. O evento está marcado para as 19hrs.

Divulgação

campeonato MT.jpg

 

CASO REPETIDO

Em 2017, após sair da cadeia pela primeira vez, o atleta fechou contrato com o time mineiro de Boa Esporte. Na época, o time chegou a perder cinco patrocinadores que não queriam ter a imagem vinculada a um feminicida. 

Nesta ocasião Bruno chegou a ficar pouco tempo em liberdade e fez cerca de 4 partidas pela equipe mineira. Após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o atleta logo voltou para a cadeia, onde permaneceu até 2019, ano que passou a cumprir o regime semiaberto.

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários (9)

  • alexandre | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 18h13
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    Mimimi petebada...

  • RENATA | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 15h37
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    4

    Felipe Almeida, CARMEN, João, se vcs tivessem uma filha que teve o corpo desaparecido por causa desse maníaco não pensaria desse jeito. esse assassino pode voltar a ficar famoso e matar de novo. VAI TRABALHA EM EMPREGO NORMAL, MAS NÃO EM EMPREGO QUE PODE TORNA-LO ÍDOLO.

  • Mara Araujo | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 13h41
    5
    5

    Repudiante, absurdo, descabido, inaceitável...não se trata de direto amparado pela constituição já q o mesmo cumpriu sua pena! Se trata de moral! Nem o corpo da moça p mãe enterrar ele deram! Vamos nos levantar, mulheres!!! MT, VG e o operário não merece este goleiro!!!

  • João | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 13h07
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    7

    O cara tem uma decisão judicial o autorizando a trabalhar livremente. Ele não está pagando a dívida com a sociedade? O ser humano é irrecuperável? É uma pena perpétua? O patrocinador não acredita na recuperação da pessoa? Boas reflexões...

  • joao | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h55
    3
    5

    O movimento das mulheres contra a contratação do goleiro deve atingir a loja Martinello e ao banco Sicredi. As mulheres têm poderes para isso.

  • ALAN | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h25
    6
    6

    TIRO NO PÉ EM OPERÁRIO.. DIRETOR DO BOA, MANDANDO E DESMANDANDO

  • CARMEN | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h19
    9
    5

    Deixa ele trabalhar, ora. Pagou a pena dele, acabou. Está se ressocializando. Ponto final.

  • Felipe Almeida | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h19
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    3

    Tem que parar com isso, é a lei. Se estão revoltados cobrem dos deputados, senadores que vocês votaram, para reformar o código penal e de processo penal. Infelizmente a lei no Brasil é assim, ele cumpriu sua pena e está se reabilitando, se é isso o que ele sabe fazer, deixa o cara jogar.

  • ana | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 12h17
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    4

    parabens pela atitude

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