22 de Outubro de 2019,

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Cuiabá Arsenal estreia no estadual contra Tangará Taurus

 

O Cuiabá Arsenal iniciará a temporada 2016 em jogo contra o Tangará Taurus, no dia 16 de abril, às 15h de sol a pino, pelo Campeonato Mato-grossense de Futebol Americano, no Estádio Mané Garrincha, em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá-MT). E um dos principais trunfos será uma linha de defesa com uma tonelada e 415 quilos, num sistema de 4-3-4, com quatro jogadores starters e sete substitutos. E que promete aparar o gramado com as masks dos Quarterbacks.

No futebol americano, o time de defesa é dividido em três setores: Linha de Defesa, Linebackers e Secundária. No caso da linha, o primeiro front de combate ao avanço do adversário, o objetivo é impedir corridas e pressionar ou derrubar o Quarterback. Na formação dela, que pode ser de três, quatro ou cinco linemans, conforme sistema do treinador, estão os atletas mais pesados, altos e fortes de toda a defesa. E que, no Arsenal, tem média de 24 anos, 128 kg e 1,85 de altura.

Em formação de quatro jogadores, esquema adotado pelo Cuiabá Arsenal (desde 2009), essa linha possui dois tipos de posição. Os Defensive Tackles (DTs) são os dois que ficam posicionados no miolo da linha, de frente para os Offensive Guards (da linha oposta) e visam frustrar jogadas de corrida. E a posição dos Defensive Ends (DEs) que são aqueles nas extremidades da linha e encaram os Offensive Tackles. Eles são usados principalmente para atacar os Quarterbacks.

De acordo com o capitão da linha de defesa do Arsenal (desde 2009), Andrei Vargas, camiseta 93 e apelido Bio, com passagens pela seleção brasileira desde 2012, para a realidade brasileira o time mato-grossense possui boas médias de idade, peso e altura. Segundo ele, além de ter uma vantajosa quantia de substitutos, essa linha consegue ser eficiente por ser pesada e rápida na explosão. O que permite enfrentar e obter êxito contra qualquer outra linha tupiniquim.

“Diferente de vários esportes, nós não trabalhamos com o conceito de titulares e reservas. Mas com o de starters, que são os caras que iniciam o jogo em campo, e os substitutos. Nossa linha funciona em rodízio. Nele todos jogam. E esse ciclo de trocas serve para evitar a quebra de ritmo por fadiga e também como estratégia de adaptação à tática oposta. Tem oponentes que correm mais pelo meio, outros por fora e alguns preferem passe. Nós nos ajustamos a isso”, explica Bio.

Para um dos integrantes da linha, José Szinwelski, um Defensive End de camiseta nº 60 e apelido Zé, com 16 anos, 104 kg e 1,80 de altura, o mais leve do grupo, a velocidade será uma das ‘cartas na manga’ para sacar o Quarterback. Segundo ele, que entrou para o Arsenal em 2014, no ano de 2015 conseguiu dar quatro sacks (que é quando o Quarterback é tackelado/derrubado atrás da linha de scrimmage). E, para este ano, promete ter muitos outros desses momentos de glória.  

“Eu pesava 84 quilos quando entrei para o time. Um peso muito baixo para quem desejava jogar na posição de linha de defesa. Então comecei musculação e passei a me alimentar melhor. Com isso consegui chegar nos 104 kg. Sou o magrinho do grupo, mas já dou combate. E como sou leve tenho a velocidade necessária para surpreender o Quarterback. E faço uso da stance de três pontas. Me sinto mais confortável com ela, por acreditar que facilita a explosão”, conta Zé.

No futebol americano existem três tipos de stance de linha de defesa, que é a forma como esses atletas se posicionam para o início da partida. A primeira é chamada de 2-point (dois pontos de apoio), ela permite que o defensor tenha mais visão dos oponentes. A segunda é a 3-point (3 pontos de apoio – pés e uma das mãos) e a terceira 4-point (4 apoios – pés e as duas mãos no chão), que facilitam a saída explosiva, mas com menor visão do posicionamento do adversário.

 

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