08 de Abril de 2020,

Esporte

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Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020, 22h:00 | Atualizado:

Morre rubro-negro capixaba agredido por torcedores do Peñarol antes de jogo do Flamengo na Libertadores

Rep.

torcedor morto

 

Após quase um ano internado depois de ser agredido na cabeça em uma confusão entre torcedores do Flamengo e Peñarol na orla do Rio de Janeiro, horas antes do confronto entre as equipes pela Libertadores da América, o organizador de excursões capixaba Roberto Vieira de Almeida, de 54 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira. A informação foi confirmada por um sobrinho de Roberto.

Trabalhando há mais de 40 anos com excursões para jogos, especialmente do Flamengo e outros clubes cariocas, Roberto e um grupo de torcedores estavam na orla de Copacabana quando uma grande confusão entre membros das duas torcidas ocorreu na tarde do dia 3 de abril do ano passado. O capixaba, que tentava apartar a briga, foi violentamente agredido com uma cadeira na cabeça por um torcedor uruguaio e caiu já desmaiado.

Levado às pressas para o Hospital Miguel Couto, no Rio, Roberto teve constatado um quadro grave de traumatismo craniano e entrou em coma. Por um longo período a condição física dele pouco se alterou. Meses depois, Roberto chegou a acordar, passou a reconhecer alguns familiares e voltou a se alimentar, porém ainda permanecia internado e sem expectativa de alta.

Nas redes sociais, o Flamengo lamentou a morte do torcedor.

Nesses mais de dez meses de internação, familiares se revezaram nas visitas ao capixaba no hospital carioca e tentavam uma transferência dele para Vitória, onde Roberto e também a família residem. Todas as tentativas, contudo, esbarravam na dificuldade de transportar uma pessoa em condição física debilitada, o que demandaria uma UTI móvel, e ainda a necessidade de um leito de UTI garantido em um hospital de Vitória. A família chegou até a procurar por deputados estaduais no intuito de conseguirem a transferência, porém não avançou.

Roberto era muito conhecido principalmente na região do bairro Santa Martha, em Vitória, e por torcedores por trabalhar com excursões para jogos de futebol. Ao longo desses mais de 40 anos, ele realizou centenas de viagens e era tido como uma pessoa tranquila e prestativa.

Familiares informaram que o corpo dele deverá chegar ao Estado nesta quinta-feira para que seja realizado o velório e também o sepultamento. O sobrinho do organizador de excursões informou, ainda, não saber a causa da morte do tio, e que o pai dele e irmão de Roberto, Rubens, já estava a caminho do Rio de Janeiro para realizar os trâmites necessários para a liberação.

Os acusados

Acusados da agressão a Roberto, os três torcedores uruguaios - Dennis Oscar Viega González, Fernando Segundo Carreno Tucce e Gianfranco Steffano Cattapan Flores - detidos na ocasião ainda estão no Brasil. Mas, deixaram a prisão em junho de 2019 e devem permanecer no país até o fim do processo.

Na época, a prisão preventiva dos três foi trocada por medidas cautelares pelo juiz Bruno Monteiro Rulière, do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos, e foram soltos mediante ao pagamento de fianças.

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