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Domingo, 23 de Fevereiro de 2014, 04h:08 | Atualizado:

Portuguesa vai entrar na justiça comum na próxima semana

A Portuguesa vai entrar na justiça comum na próxima semana contra o seu rebaixamento no campeonato brasileiro. É o que afirma o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Marco Antônio Teixeira Duarte.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele declarou que o conselho tomou a decisão de forma unânime e a ideia é que seja um posicionamento definitivo. "Infelizmete, existem normas e regras de estratégia que temos de sugerir para que nós não saíamos perdedores dessa situação", afirma.

A ação deve acontecer ao longo da próxima semana, ainda antes do carnaval. Segundo ele, todos os riscos foram avaliados. "A Portuguesa se encontra numa situação muito delicada financeiramente. Para nós, não resta opção", diz. "A CBF está determimando esse posicionamento. Nós não gostaríamos, mas a CBF está nos obrigando a tal."

Questionado pelo jornalista Wanderley Nogueira se o clube recuaria da decisão caso a CBF reconheça os problemas financeiros e pague a cota de primeira divisão ao time, Teixeira afirmou que o conselho não vê a situação dessa forma. "Além da necessidade financeira, existe um posicionamento: nós ganhamos em campo e merecemos estar na Série A", diz. "O dinheiro é uma consequência."

Durante a conversa, Teixeira ouviu uma entrevista de Wanderley Nogueira com o advogado da CBF, Carlos Miguel Aidar. No áudio onde ele afirma que se a Portuguesa entrar na justiça comum, correrá riscos sérios de punições. Texeira mostrou não se intimidar com as declarações e voltou a afirmar que "a CBF está nos obrigando a tomar essa atitude. Nós não queriamos o caminho da justiça comum".

Por fim, ele disse não acreditar em possíveis punições por causa do apelo do clube à justiça comum. "A legislação é clara e a FIfa não tem esse poder em relação aos clubes", diz. Ele citou o caso recente do Betim, de Minas Gerais, que buscou os tribuinais comuns para permanência na Série C. "A CBF acatou a decisão da justiça", diz Texeira.

Porém, o presidente do conselho diz que seu principal medo são as atitudes em médio prazo. "Temo as represálias que podem ocorrer a partir de 2015", explica.

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