Terça-Feira, 25 de Março de 2014, 22h04
O APRENDIZ
C‚mara de CuiabŠ decide no dia 17 o futuro de Jo„o Emanuel

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Ilustração

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O relatório final da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá sobre a suposta quebra de decoro parlamentar por parte do vereador João Emanuel (PSD) deve ser entregue no próximo dia 17. No mesmo dia, o plenário da Casa deve decidir se cassa ou não o mandato do social-democrata. 

João Emanuel é acusado de envolvimento em crimes como grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos. A Comissão já analisa sua defesa. O próximo passo é a realização de uma oitiva com o vereador. 

Na manhã desta terça-feira (25), João Emanuel distribuiu durante a sessão o vídeo usado em sua defesa. Nele, a empresária Ruth Hércia Dutra apareceria inocentando-o das acusações. 

Em determinado momento da gravação, ela diz: “João Emanuel não está nisso aí... Ele é só um menino rapaz”. 

Em outro trecho a empresária, que teve dois terrenos supostamente grilados, chega a sugerir que o parlamentar não estaria envolvido no esquema de falsificação de documentos públicos. “O João Emanuel não tem nada a ver com a história”, afirma. 

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), autor das denúncias contra o social-democrata, no entanto, garante que o vídeo apresentado pelo vereador não é um fato novo. 

A gravação também integra as provas do inquérito contra o parlamentar e teria sido feita durante uma reunião entre Ruth e assessores de João Emanuel. 

Segundo fontes do Ministério Público, a empresária teria afirmado aos funcionários de João Emanuel acreditar na inocência dele para atraí-lo para a reunião na qual ele aparentemente oferece vantagens em licitações da Câmara de Cuiabá. 

PROCESSO INTERNO

Foram as investigações do Gaeco que resultaram na instauração do processo interno contra João Emanuel na Câmara. Por conta das acusações, no fim do ano passado, ele renunciou à presidência do Legislativo. 

Agora, João Emanuel corre risco de ser perder o mandado. Caso isso aconteça, ele será o segundo parlamentar cassado pelo Parlamento cuiabano. O primeiro foi Lutero Ponce (PPS), acusado de desviar recursos do Legislativo municipal. 

O ex-vereador Ralf Leite (sem partido) também perdeu o mandato depois de se envolver com um travesti menor de idade. Em 2012, contudo, ele conseguiu na Justiça o direito de reaver o cargo. 


Fonte: FOLHAMAX
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