Quarta-Feira, 26 de Março de 2014, 17h15
AL promove audiÍncia em Lucas do Rio Verde para discutir trigo


A Assembleia Legislativa realiza nesta quinta-feira (27), em Lucas do Rio Verde, a segunda audiência pública para debater a viabilidade técnica e econômica para a produção de trigo em Mato Grosso. O encontro acontece às 19h30, no Auditório Amazonas, na fundação Rio Verde.

As audiências públicas são de autoria dos deputados estaduais José Riva (PSD) e Neldo Egon (PR) e durante o encontro, especialistas mostram a experiência bem sucedida de outros estados que apostaram no trigo como alternativa para o período de transição da lavoura, aliada ao solo e clima favorável de Mato Grosso.

“Todos sabem o potencial de Mato Grosso como produtor de grãos, entendemos que o clima e condições de solo são propícios para o cultivo do trigo. Estamos fomentando esse debate há um tempo em câmaras temáticas e agora, através das audiências públicas, vamos discutir com produtores, associações, cooperativas, estudiosos do assunto para mostrar que o estado tem grande viabilidade para ser um dos grandes produtores de trigo”, explicou.  

Segundo o coordenador da Câmara Técnica do Trigo e pesquisador da Empaer, Hortêncio Paro, Mato Grosso tem potencial técnico para o trigo ser plantado e é viável comercialmente. “Estimular esse cultivo reduz as importações, e diminui o preço final para o consumidor, pois não teremos os custos da logística trazendo os produtos de fora”, explicou. 

Em Mato Grosso, são consumidos anualmente aproximadamente 120 mil toneladas de farinha de trigo. No próprio município de Lucas do Rio Verde, por exemplo, produtores já estão plantando lavoura de trigo. “É uma questão de mercado, se tivermos com o trigo acima de R$ 50 reais a saca, grande parte dos produtores vão olhar com carinho a cultura do trigo”, observa o pesquisador.

FACTRIGO 

Já tramita na Assembleia Legislativa, projeto de lei (455/2013) de autoria do deputado José Riva, que institui o Fundo de Apoio à Cultura do Trigo (FACTRIGO), com o objetivo de viabilizar a pesquisa, a produção e industrialização do trigo, a exemplo do que ocorreu com outras culturas como soja, algodão e milho.

O fundo terá como receita principal a contribuição no valor de 0,1 (um décimo) da UPF/MT por tonelada de farinha de trigo comercializada aqui e que tenha origem fora do estado, além de doações, auxílios oriundos de convênios com instituições públicas e privadas e créditos consignados no orçamento estadual.

“Todos os estudos confirmam a viabilidade do trigo em Mato Grosso, que tem apresentado uma qualidade acima da média nacional e melhor até que o similar argentino. O plantio já é feito de forma experimental e com a criação do fundo será possível investir em pesquisa, assegurando a efetividade do trigo como nova e rentável opção, consorciada com a soja, alavancando mais um setor da economia do Estado”, explicou Xisto Bueno, assessor especial da Assembleia Legislativa.

 

 


Fonte: FOLHAMAX
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