Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2015, 03h45
Bando de Arcanjo já acumula 492 anos de condenações

A GAZETA

As penas de seis integrantes da organização criminosa comandada por João Arcanjo Ribeiro somam 492 anos de condenações por crimes contra o sistema financeiro, praticados contra a vida, formação de quadrilha e contrabando. Ao todo, os homens que compunham essa quadrilha são acusados de envolvimento em 11 homicídios consumados e dois tentados em Cuiabá, além de uma tentativa em Cáceres.

Somente dois estão em liberdade. O último julgamento ocorreu esta semana e resultou nas condenações do ex-pistoleiro Célio Alves de Souza e de Júlio Bachs Mayada, que tiveram penas fixadas em a 46 anos e 10 meses de prisão e 41 anos de prisão, respectivamente.

O tribunal do júri julgou o envolvimento dos dois nas mortes de Rivelino Jacques Brunini, Fauze Rachid Jaudy e tentativa de homicídio de Gisleno Fernandes. Os crimes ocorreram em 5 de junho de 2002 e o Ministério Público do Estado (MPE) aponta a participação de cinco pessoas: Célio, Júlio, João Arcanjo Ribeiro, Hércules Araújo Agostinho e Francisco Lepeuster.

Destes, falta somente o julgamento de Arcanjo. Hércules foi condenado a 45 anos de prisão em março de 2012 e Lepeuster morreu em setembro de 2007. Para o promotor de Justiça Vinícius Gahyva, o resultado do tribunal do júri desta semana, assim como os outros julgamentos relacionados a esta organização criminosa, deixa claro que a sociedade não tolera mais este tipo de prática no Estado, que passou muitos anos sob o poder de uma única pessoa, Arcanjo.

O promotor lembra que o ex-comendador tinha influência e comandava o crime organizado em todo território mato-grossense e a sociedade vivia uma realidade baseada na ostensividade. Diferente do que ocorre em outros estados, onde o poder é dividido entre várias pessoas e por regiões, Mato Grosso era dominado por um só homem. Pontua que o poder de Arcanjo ganhou força e amplitude diante da conivência do próprio poder público, que permitiu essa atuação.


Fonte: FOLHAMAX
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