Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2015, 23h10
SEXO & RELIGIÃO
Processo em que ex-gay pede R$ 1 mi está pronto para sentença em MT
Pastor alega ser vítima de homofobia e discriminação

RAFAEL COSTA
Da Redação

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Já está concluso para sentença um dos episódios mais polêmicos envolvendo fé, religião e homofobia. Trata-se do pedido de indenização por dano moral de R$ 1 milhão movido pelo pastor evangélico Rafael Alves Ferreira contra a Igreja Mundial do Poder de Deus. 

A ação de indenização por dano moral se arrasta desde março de 2010. Em 27 de novembro de 2014 foi rejeitada a conciliação de ambas as partes em audiência conduzida pela juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, o que levou ao prosseguimento da ação.

Após ser homologada a desistência das testemunhas antes indicadas pela Igreja Mundial do Poder de Deus, a magistrada declarou por encerrada a audiência e acatou o pedido das partes em converter o debate oral por alegações escritas. Após a apresentação de um memorial, deverá ser proferida a sentença judicial.

Agora, aguarda sentença a ser proferida pelo juiz substituto da 8ª Vara Cível, Yale Sabo Mendes. O magistrado está com o processo em seu gabinete desde o dia 25 de junho. 

Conforme narrado à Justiça, Rafael Alves Ferreira afirma que ingressou em março de 2009 nos quadros de ministros da Igreja Mundial do Poder de Deus como pastor auxiliar. Em dezembro do mesmo ano, alega que estava dormindo nas dependências da Igreja Mundial quando foi acordado a socos e pontapés pelo pastor identificado apenas por Jademir.

A agressão, conforme Rafael, seria resultado de uma discriminação e intolerância do colega que não aceitava o fato dele ter mantido experiências homossexuais antes de entrar para a Igreja Mundial do Poder de Deus e hoje ser considerado um “ex-gay” após se converter a religião.

Por conta disso, registrou boletim de ocorrência e submeteu-se a exames de corpo e delito no IML (Instituto Médico Legal) para comprovar a existência de hematomas após as agressões. Após o episódio, Rafael alega que sofreu constrangimento. Isso porque foi expulso da Igreja Mundial do Poder de Deus sem apresentar a sua versão dos fatos a respeito da agressão sofrida, o que lhe gerou muita indignação. 

Em sua avaliação, essa é uma prova de que os dirigentes evangélicos não aceitam o fato dele ter sido homossexual e logo depois se converter a religião. Rafael Ferreira também relatou que após o episódio da agressão, ainda conviveu em ouvir comentários maldosos do pastor Jademir, acusado de cometer a agressão. “Ele ainda andou dizendo que o Ibama fez uma visita a ele, porque teria batido em um ‘veado’”, contou na ação.

A Igreja Mundial do Poder de Deus foi formada por conta de uma dissidência na Igreja Universal do Reino de Deus. Nacionalmente, é comandada pelo pastor Valdomiro Santiago, investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) de enriquecimento ilícito e fraude contra o sistema financeiro.

 


Fonte: FOLHAMAX
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