Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2015, 11h57
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Ex-secretário entrega troca de doações eleitorais por incentivos em MT
CPI decide investigar repasse de empresas beneficiadas

Da Redação

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Dando continuidade as oitivas com os ex-secretários de Estado que responderam pela pasta da Secretaria de Indústria e Comércio (Sicme), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal ouviu nesta quarta-feira (26) Alexandre Furlan, que esteve à frente da pasta entre os anos de 2003 a 2007.

Durante o depoimento, o presidente da CPI, o deputado Zé Carlos do Pátio (SD) fez vários questionamentos voltados para área de concessões indevidas de incentivos fiscais e a falta de documentação constatada pela auditoria da Comissão, no qual, apontou que empresas multinacionais chegaram a receber até R$ 420 milhões em incentivos. De acordo com o parlamentar, das 11 empresas apresentadas ao ex-secretários durante a oitiva, cada uma delas continham uma média de 15 falhas no processo, como a falta de certidões negativas de débito previdenciário.

“Nós fizemos a auditoria que nos mostrou várias irregularidades. E o secretário tentou justificar o injustificável, e mais uma vez mostrou como era uma máfia essas concessão de incentivos. Não era feito por segmento e sim por empresa, ou seja, atendia interesses com o discurso natural do emprego e renda”, disse Pátio.

Ainda durante a oitiva, o deputado Wilson Santos (PSDB) questionou Furlan se alguma das 11 empresas que receberam incentivos fiscais contribuíram para a campanha de 2002 do ex-governador Blairro Maggi. E o ex-secretário em resposta afirmou que boa parte delas eram colaboradas de campanha não só do então senador Blairro Maggi como de outras campanhas também, exemplificando, que essa é uma pratica rotineira, mas negou que isso tenha influenciado o recebimento de incentivos devido as doações.

“Em verdade, essas empresas que constam no relatório são as maiores do Estado, algumas até mesmo multinacionais. E existe uma praxe corriqueira em todos os estados, que os políticos procuram essas empresas. E elas têm uma estratégia de ajudar a campanha, declarando obviamente, e fazem isso desde a época do Dante de Oliveira”, citou Alexandre Furlan.

Com relação a falta de documentos, Furlan negou que durante a sua gestão houve falhas que comprometesse a concessão de incentivos fiscais, e alegou ainda que alguns dos erros apontados podem ter ocorrido após a sua saída da pasta.

 


Fonte: FOLHAMAX
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