Quinta-Feira, 24 de Abril de 2014, 08h05
MOVIMENTO SUSPEITO
Três vereadores já sinalizam votar contra cassação de João Emanuel

DC

\"Joao-Emanuell.jpg\"

 

Começa a surgir na Câmara de Cuiabá um movimento na tentativa de salvar o mandato do vereador João Emanuel (PSD). O grupo é liderado pela vereadora Lueci Ramos (PSDB). 

Em seu quinto mandato e tendo vivenciado três processos de cassação no Legislativo, a tucana deve votar pela absolvição do social-democrata e luta, nos bastidores, para convencer outros parlamentares. Já conta, por exemplo, com o apoio do vereador Chico 2000 (PR), que revelou que deve se abster de votar durante a apreciação do relatório da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. 

O republicano afirma entender que o grupo não observou os trâmites legais na condução das investigações contra João Emanuel. Ressalta haver uma normativa que prevê que o vereador que enfrenta um processo interno desta natureza tem o direito de ter ouvidas ao menos 10 testemunhas em sua defesa. 

João Emanuel apresentou 54, no entanto, A Comissão de Ética não realizou nenhum oitiva, lembra Chico 2000. 

Pelo menos, mais um vereador do PT, Cido Mendonça, que entrou no lugar de Allan Kardec (PT), licenciado, também deve aderir ao grupo liderado por Lueci e se abster de votar. 

Ainda assim, conforme Chico 2000, a maioria na Casa tem demonstrado que se posicionará pela cassação de João Emanuel. O social-democrata é acusado de quebra de decoro parlamentar por integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, grilagem de terras, lavagem de dinheiro entre outros crimes denunciados pelo Ministério Público do Estado no final de 2013 e início deste ano. 

As acusações surgiram após a deflagração da operação Aprendiz pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Elas já resultaram em uma ação civil pública e duas ações penais contra o ex-presidente da Câmara. Em fevereiro, João Emanuel chegou a ser preso preventivamente por dois dias. 

Caso não seja cassado pela Câmara, ele ainda corre o risco de ser cassado pela Justiça.


Fonte: FOLHAMAX
Visite o website: https://www.folhamax.com/