20 de Junho de 2019,

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Sexta-Feira, 14 de Junho de 2019, 17h:51 | Atualizado:

CELULAR ESCONDIDO

Alvo de operação recebe PF pelado

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O escrivão da Polícia Federal Mario Nunes Guimarães Júnior relatou nessa quinta-feira (13/06/2019), ao juiz Luiz Antonio Bonat, da Operação Lava Jato, que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, – apontado como operador do PSDB – recebeu a Polícia Federal, em fevereiro, pelado. O fato, segundo o escrivão, aumentou a suspeita de que haveria um celular escondido no imóvel, pois Paulo Vieira de Souza teria demorado a abrir a porta com a justificativa de que “iria se arrumar”.

Durante a busca e apreensão, a PF encontrou “dezenas de cabos USB de carregamento de celulares já devidamente conectados em fontes de carregadores” e um relógio do tipo Apple Watch sincronizado com um telefone. Os agentes, no entanto, não acharam nenhum aparelho de Paulo Vieira de Souza.

O escrivão depôs como testemunha de acusação da Lava Jato. Mario Nunes Guimarães Júnior falou por videoconferência de Florianópolis. “A gente acionou a campainha e demoraram para atender. Quando houve a voz de alguém, disse que, pediu para aguardar um pouco, pois eles precisavam trocar de roupa. Levou de 3 a 5 minutos essa demora e quando retornou veio Paulo Vieira quase totalmente pelado, somente de camisa e uma viseira na testa para atender”, contou o escrivão. “A quantidade de carregadores e pela demora que ele nos fez passar na entrada dando a entender que ele estava dando tempo de fazer algo. Ele disse que iria se arrumar e veio pelado, totalmente pelado para atender a porta. Essa desculpa de dizer que foi se arrumar não tem cabimento.”

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Comentários (1)

  • Nego Preto | Sábado, 15 de Junho de 2019, 08h23
    2
    0

    A metéria não mencionou que Paulo Preto era o laranja do PSDB. Só nas obras do metrô de São Paulo, ele ajudou a roubar quase um bilhão de reais.

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