25 de Abril de 2019,

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Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019, 14h:00 | Atualizado:

HOMOFOBIA

Professor do IFMG morre após ser espancado

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Um professor do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) morreu, na manhã desta quinta-feira (17), após ser espancado no último domingo (13), em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a instituição, Haroldo de Paiva Pereira era professor de artes e estava internado no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Ele é conhecido também pela luta contra a homofobia.

O professor foi encontrado espancado dentro de casa depois que vizinhos estranharam que a porta da casa dele estava aberta. Segundo a Polícia Militar (PM), ele estava caído no chão do quarto, com ferimentos no rosto e na cabeça.

De acordo com o delegado regional de Ouro Preto, Isaias Confort Costa, o suspeito, Rafael Luís Oliveira Fernandes Ferreira, foi detido na casa dele, onde também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. O homem, que já tem passagem pela polícia por tráfico de drogas e roubos, estava em liberdade condicional.

Após a prisão, ele confessou o crime, mas não se manifestou diretamente sobre os motivos que levaram à agressão.

De acordo com Costa, o professor e o suspeito eram conhecidos e, na noite antes do crime, estariam no mesmo bar. Ainda segundo o delegado, as investigações apontam que eles não chegaram nem saíram juntos do estabelecimento, mas, em um certo momento, teriam novamente se encontrado e seguido juntos para a casa do professor na moto dele.

Desentendimento

Segundo Costa, Rafael contou apenas que eles teriam se desentendido antes de iniciar a agressão. Após o crime, ele teria levado a moto do professor, que foi recuperada pela polícia na última terça-feira.

O delegado conta que o professor era uma pessoa muito querida em Ouro Preto. “Tivemos informações comentários de homofobia. A linha mais direta é de latrocínio”, disse.

Notas de pesar e homenagens

O IFMG divulgou nesta manhã uma nota de pesar. “A Direção-Geral está no Hospital João XXIII, a fim de dar todo apoio a família. O IFMG - Campus Ouro Preto solidariza com a família enlutada”, afirmou a instituição.

Por meio de uma rede social, o Movimento Itabiritense de Lésbicas Gays Bissexuais e Travestis (ITALGBT) prestou uma homenagem ao professor e lembrou da luta da vítima contra a homofobia.

“Agradecemos imensamente a grande contribuição que Haroldo deu aos seus alunos e a sociedade ouro pretana, que será sempre lembrado pelo profissionalismo, inteligência, competência e sensibilidade para lidar com as adversidades, fazendo um enfrentamento a LGBTfobia. Sua morte não será em vão”, disse o ITALGBT.

 

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Comentários (3)

  • Caco | Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019, 18h13
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    Se a orientação sexual não foi preponderante para a consumação do ato, não se deve encarar como homofobia. Mas não nos esqueçamos que vivemos um período de banalização do preconceito vivido pela comunidade LGBT, muitos utilizam o termo "coitadismo" pra generalizar. Cada caso tem que ser relativizado, pois é grave fazer vista grossa para àqueles que necessitam de sanção qualificada. É triste ler comentário chulo e depreciativo acerca da vitima, afinal, como é possível tripudiar da morte de alguém, seja ela motivada por homofobia ou não? Tais pessoas, quando resolvem se manifestar, nos mostram que estamos voltando à idade média! A notícia já demonstra incerteza sobre a motivação do assassinato, não será por meio de ignorância, com o uso de dedução simplista que o internauta de visão rasa e limitada legitimará uma atitude atroz.

  • Paolo Santos | Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019, 14h50
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    Esses VEADOS véio leva os zé droguinha pra casa cheira o pó lá ficam louco...aí é homofobia kkkkkkkkkkkkkk.

  • Ruy | Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019, 14h11
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    Que coisa mais sem pé nem cabeça! Tudo indica que o professor foi morto em um latrocinio (teve a moto roubada), só o fato dele ser gay já transforma a motivação em homofobia? Saibamos discernir: caso ele tivesse sido morto TÃO SOMENTE em virtude de ser homossexual, se trataria de homofobia. Se ele foi morto para ter seus bens subtraídos, é latrocínio! A sexualidade não tem nada a ver, no segundo caso!!!

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