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Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 12h:05 | Atualizado:

EXPLOSÃO DO HOLERITE

Servidor público ganha dobro do privado

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Um estudo do Banco Mundial, divulgado nesta quarta-feira (9), apontou que os servidores federais têm, em média, um salário 96% maior que profissionais da iniciativa privada em cargos semelhantes, na mesma área de atuação. O levantamento foi feito com base em dados de 2017.

De acordo com o Banco Mundial, a diferença no Brasil entre os salários do setor público federal e do privado é a maior dentre os 53 países comparados pela instituição financeira. E fica acima da média internacional, de 21%.

O estudo também mostrou que reajustes salariais acima da inflação dados a servidores, mesmo em períodos de queda da arrecadação, foram o principal motor para o aumento da folha de pagamentos dos funcionários ativos da União e dos estados, nos últimos anos.

O gasto com funcionários ativos é, atualmente, o segundo maior grupo de despesa do governo federal, atrás apenas da Previdência. “Grande parte da pressão nas contas públicas vem da folha de pagamentos e da Previdência, que caminham juntas. O que é feito em relação à folha acaba tendo repercussão nos inativos”, explica Daniel Ortega, especialista sênior para o setor público do Banco Mundial.

Nos estados, o prêmio salarial é bem menor, 36%, mas ainda acima da média dos países pesquisados pelo banco. Já no âmbito municipal, praticamente não há disparidade entre as remunerações. Na média geral, sem a desagregação por esferas de governo, a diferença salarial do servidor brasileiro é de 19%, de acordo com o levantamento.

O Banco Mundial analisou os microdados da folha de pagamentos do governo federal a partir do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape), e mostrou que o número de servidores no Executivo cresceu 10,5% entre 2008 e 2018. Já a remuneração média avançou 14,1% acima da inflação – com forte expansão até 2010. Com isso, o gasto total com pessoal teve um aumento real de 25,9%.

Já no setor público estadual, o número de servidores ficou praticamente estável (0,5%) no período analisado, que vai de 2003 a 2017, enquanto a remuneração média disparou 78% acima da inflação.

Os reajustes se concentraram no período entre 2003 e 2014. O resultado foi um crescimento real de 78,9% do gasto com pessoal. A análise, no caso dos estados, foi feita com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério da Economia.

O Banco Mundial analisou os microdados da folha de pagamentos do governo federal a partir do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape), e mostrou que o número de servidores no Executivo cresceu 10,5% entre 2008 e 2018. Já a remuneração média avançou 14,1% acima da inflação – com forte expansão até 2010. Com isso, o gasto total com pessoal teve um aumento real de 25,9%.

Já no setor público estadual, o número de servidores ficou praticamente estável (0,5%) no período analisado, que vai de 2003 a 2017, enquanto a remuneração média disparou 78% acima da inflação.

Os reajustes se concentraram no período entre 2003 e 2014. O resultado foi um crescimento real de 78,9% do gasto com pessoal. A análise, no caso dos estados, foi feita com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério da Economia.

De acordo com ele, as mudanças previstas na reforma administrativa vão atingir apenas os servidores que vierem a ser contratados depois que as novas regras começarem a valer. Ou seja, os direitos adquiridos pelos atuais servidores, disse Uebel, serão mantidos. “A atual forma de gestão de pessoas não é satisfatória. Os serviços de ponta estão mal avaliados pela população, os servidores públicos não se sentem motivados e o custo de pessoal é insustentável no longo prazo”, disse ele ao defender a reforma administrativa.

Em entrevista ao G1 em agosto, Uebel afirmou que a proposta deve prever, entre outras mudanças, a possibilidade de o governo federal contratar celetistas e temporários via concurso. Segundo o secretário, o governo pretende, com essa mudança, ganhar agilidade na demissão de funcionários quando houver necessidade de cortar gastos.

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Comentários (11)

  • Lourdes | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 16h45
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    A iniciativa privada paga mal, muito mal, simples assim.

  • O atalaia | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 15h31
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    Ocorre que, no ideàrio do.passado, tudo o que era púbico tinha mais qualidade. Saúde, Educação, Energia, Transporte terrestre e aéreo, eram exemplos de serviços publicos praticados com menos corrupção e melhor atendimento. O ideário atual considera outros aspectos e preferem pagar ongs, osscips, empresas particulares, que atendem o interesse dos grstores, dando propinas e outras benesses....

  • edinho | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 15h23
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    servidor publico ganha muito bem hoje em dia, é por isso que ninguém quer ser empresario. É melhor investir em concursos públicos para se tornar servidor publico do que abrir uma empresa que só vai ter gastos e ainda correr o risco de quebrar

  • JULIO LEITE JUNIOR | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 15h09
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    Matéria para difamar os servidores públicos, paga pelo governo que esta ai.

  • Joao da Silva | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 14h52
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    Governo do Estado nunca mais tocou no assunto da MTI, governador nós não esquecemos MTI , com salários altos chega por favor ,MTI extinção já!

  • Isso a Globo não mostra | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 14h21
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    Só esqueceram de ilustrar a reportagem com imagens dos servidores federais .

  • Pacufrito | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 14h13
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    Falei milhares de vezes desta pouca vergonha, e eles ainda querem mais, entre 53 países pesquisados o Brasil é o que apresenta a maior diferença, É VERGONHOSO, e a culpa desta pouca vergonha é dos políticos populistas que querem fazer graça com dinheiro da população, tudo passa pelo congresso e pelas AL, mas estes políticos imorais para fazerem média com os servidores, eles aprovam estes aumentos, é um cala boca nos servidores para eles continuarem roubando a população, e principalmente no judiciário, MP e congresso e AL, É UMA VERGONHA. Precisou uma instítuição mundial vir aqui jogar na cara destes políticos imundos esta pouca vergonha. Criaram uma casta, criaram pessoas diferentes, todos somos iguais, mais os funcionários públicos são mais iguais que o restante da população.

  • PALHAÇO TRISTE | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 14h05
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    DEIXE DE SER BOBO, Você vive? Ou apenas sobrevive? O servidor público ganha muito ou a iniciativa privada paga muito pouco?

  • O atalaia | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 13h24
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    Ocorre que, no ideário dos estadistas do passado, os serviços públicos e tudo o mais que era público tinha que ser melhor do que era feito por mãos particulares. Por isso o governo pagava muio melhor do que qualquer ente privado. Os tecnicos mais capacitados faziam concurso para trabalhar no Estado e serem.melhor remunerados. P ideário atual não contempla essa mesma qualidade.....

  • Jader | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 13h20
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    Não é o servidor que ganha muito, é a iniciativa privada que paga pouco para maximizar lucro. Imaginem um policial com um salário mínimo, certamente bons profissionais não vão aceitar ganhar pouco, quem vai entrar na polícia vai para a corrupção, ou vc estaria disposto dar sua vida por um salário mínimo?

  • Opressor Magnata | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 12h23
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    Engraçado que utilizam uma imagem dos servidores que menos recebem e mais arrecadam para o Estado. Que coisa não?

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