04 de Julho de 2020,

Opinião

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Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 17h:30 | Atualizado:

Lício Malheiros

COVID-19 e seus desdobramentos

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Mato Grosso  vive hoje,  sua pior crise, proveniente da chegada em nosso Estado desse vírus maldito  COVD-19, que num primeiro momento, em função de uma série de variáveis, parecia que aqui a propagação do mesmo aconteceria de forma diferenciada, ledo engano, a propagação hoje acontece de forma acentuada, crescendo a níveis assustadores e, o sistema de saúde pública infelizmente colapsou.

Dias atrás, excelentíssimo governado do Estado de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM), em um dos jornais da capital de grande circulação; mais precisamente, no dia (25), fazendo duras críticas ao grande presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela falta de apoio a Mato Grosso durante pandemia do novo coronavírus. Segundo Mauro Mendes “é preciso uma liderança do governo federal, não só de recursos, nesse momento de crise”.

Vale ressaltar, que o magnânimo governador do Estado deve ter se esquecido, que o Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou o poder de governadores e prefeitos para determinar medidas restritivas, durante a pandemia do novo coronavírus, cabendo aos mesmos, também definir quais atividades  serão suspensas, os serviços que não serão interrompidos e por ai vai.

Porém, não podemos esquecer que o Estado de Mato Grosso desde o início dessa pandemia, já recebeu através de repasses do Governo Federal a bagatela de R$ 471, 46 milhões, para o enfrentamento da situação de emergência decorrente  do Coronavírus  (Covid-19).

A pergunta que não quer calar, como e onde, foram gastos, todo esse dinheiro e por que ainda assim, o sistema de saúde pública colapsou, mesmo com essa soma vultosa de dinheiro.

Essa pergunta é pertinente, pautado no que preconiza o Art. 37 da Constituição Federal de 1988, no que tange a administração pública direta e indireta dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Recentemente, os deputados estaduais, Elizeu Nascimento (DC) e Ulysses Moraes (PSL), receberam denúncias na tarde de sexta-feira (26), de que no ginásio Aecim Tocantins, havia sido estocado  caixas de EPIs (equipamento de proteção individual) usados por profissionais que atuam na linha de frente na área da saúde no combate ao novo Coronavírus, segundo os mesmos esse farto material, estaria armazenado há  mais de 2 meses.

Independentemente do tempo de acondicionamento desse farto material; a atuação dos deputados foi bastante salutar e pertinente, fazendo valer o papel dos mesmos, o de fiscalizar, respeitando o que preconiza a Constituição vigente em nosso país, em seu Art. 37, quando fala da publicidade e eficiência, principalmente por se tratar de verba Federal, em momento de pandemia.

Somente após a veiculação dessa notícia nas redes sociais, que o Secretário de Saúde Gilberto Figueiredo, se manifestou dentro daquilo que preconiza a Constituição, fazendo sua defesa.

Dando  explicações  acera  desse farto material ali armazenado; enquanto isso, hospitais e complexos hospitalares estariam necessitando veementemente desse material, por colocar em risco, não apenas a vida dos pacientes, como também de: médicos, enfermeiras, técnicos hospitalares e por ai vai, por  se encontrarem na linha de frente no combate ao Covid-19.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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