29 de Maio de 2020,

Opinião

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Sábado, 04 de Abril de 2020, 06h:00 | Atualizado:

Lício Malheiros

Em nome do (Covid-19)

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É vergonhoso, vexatório e imoral, quando as autoridades públicas municipais, ou por incompetência, ignorância, e até mesmo por serem paus-mandados dos prefeitos venham coadunar, com ordens esdrúxulas e imorais dos seus superiores, neste caso específico,  a prefeitura municipal de Poços de Caldas, município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Povo brasileiro, somos conscientes  da pandemia do coronavíus ou (Covid-19), em todo  país, os governos, federais, estaduais e municipais, em conjunto com o  Ministério da Saúde, tendo como comandante maior o competentíssimo, Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Eles, através de trabalho hercúleo, estão de todas as formas mostrando o grau de letalidade e propagação desse vírus mortal, e concomitantemente, vem pedindo com veemência que as pessoas, não fiquem circulando pelas ruas das cidades e muito menos, fiquem em locais com grandes aglomerações.

Até ai tudo bem, essa, é um norma da Organização Mundial da Saúde (OMS), em consonância com os governos mundiais, e no brasileiro não é diferente, seguimos à risca essas determinações.

Agora, infelizmente alguns gestores públicos, (leia-se): Governadores e Prefeitos Municipais, alguns, estão extrapolando em suas decisões de governo, principalmente, em três estados brasileiros, não vou declinar seus nomes, pois todos nós sabemos quais são.

Assisti via Whatsapp, a uma cena  no mínimo dantesca, para não dizer, vexatória,   revoltante e imoral; na noite da sexta-feira, 24,  quando da transmissão ao vivo de uma celebração da igreja Anglicana de Poços de Caldas, a mesma, foi interrompida por agentes da prefeitura daquele município.

Cumprindo a determinação de não abrir as portas da igreja para os fieis, para prevenção contra o Coronavírus. Claro gente, a prevenção ainda é o melhor remédio, agora, a informação errada, desconexa, induzida, aquela com viés político, tem maior poder de destruição que o próprio vírus.

Vejam que absurdo que escarnio, enquanto o Bispo Ronaldo Melo, realizava uma missa online, com a igreja fechada, se encontrando no recinto, apenas 5 pessoas que faziam parte do culto, mesmo assim, usando dos recursos recomentados: distanciamento, álcool gel e por ai vai.

Chegou à igreja um fiscal da prefeitura municipal de Poços de Caldas, portando um decreto municipal, objetivando parar a transmissão da missa, o decreto de calamidade pública publicado pela prefeitura  que dizia “para resguardar o interesse da coletividade, fica proibida, por prazo indeterminado, a realização de cultos, missas e eventos religiosos em igrejas e tempos de qualquer natureza”. Entretanto, não consta na determinação da prefeitura a proibição de transmissão online pelas igrejas.

O Bispo em questão, já chateado e magoado com essa afronta à casa de Deus e com toda razão, ele  questiona e mostra através de filmagem tudo vazio, ele pergunta ao fiscal, baseado em que, a missa está sento interrompida;  o coitado do funcionário, apenas balbuciou em função do decreto municipal.

Prefeitura Municipal Poços de Caldas, com toda a minha ignorância: política econômica, social e cognitiva. Por que então, a mesma  não redige um decreto municipal, pedindo o fechando: de emissoras televisivas, em especial a Rede Globo de televisão, os sites os jornais impressos, de Poços de Caldas, pois dentro de suas redações, existem várias pessoas interagindo.

Partindo da premissa  e dos mesmos argumentos ensejados por vossa excelência, para interromper a  transmissão televisiva de um culto, levando a palavra de Deus, no qual  se faziam presentes apenas   5 pessoas e a referida prefeitura manda  fechar e interromper um culto religioso, assim  sendo, mande fechar  todos os meios de comunicação de massa da sua cidade.    

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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