16 de Setembro de 2019,

Opinião

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Sábado, 07 de Setembro de 2019, 12h:53 | Atualizado:

Wellington Fagundes

Enfim, a grande reforma

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Os números da nossa economia e seus reflexos sobre a qualidade de vida da população, medida na extensão da crise fiscal que se abateu sobre o nosso País a partir de 2013, não deixam dúvidas: estamos no limite para apresentar a sociedade uma alternativa consistente para enfrentar essa dura realidade. Há muito o Brasil clama por reformas. Vivemos nova era e novos tempos.

De todas as medidas previstas e encaminhadas, a Reforma Tributária, é a mais aguardada por todos os brasileiros. É a grande reforma do momento. 

O Brasil enfrenta hoje uma “guerra de tributação”, que impede o crescimento, trava a economia e complica esse sistema tributário. São milhares de legislações, milhões de portarias e decretos que atrapalham a construção de um Brasil pujante e desenvolvimentista. 

O resultado disso recai justamente no cidadão, que cobra serviço público de qualidade, seja na área da saúde, educação, segurança e logística eficiente com mais ferrovias , hidrovias, aerovias e mais e melhores estradas . Ou seja:  quem paga o imposto, quer aquele recurso que ele pagou de volta com um bom serviço prestado.  Muitas vezes faltam remédios, merendas escolares, atendimento em hospitais e segurança. Isso é inadmissível... 

Então por isso, essas reformas precisam vir para que os recursos possam ser efetivamente transformados em benefícios. A hora é passada! 

Ao meu ver, o centro da questão está na carga tributária sobre o consumo. Reduzi-la é um imperativo.

Senão, vejamos:

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento  e Tributação, hoje 16,52% do valor do cafezinho sai em forma de imposto  do bolso de quem o consome.  Não dá para concordar que 33,95% do preço pago  a um simples pedaço de bolo ou um de pão seja em forma  de impostos. Uma simples garrafinha de água tem atualmente 37,44% de tributos. 

Portanto, o atual modelo, está vencido e precisa ser substituído por práticas garantidoras modernas e eficazes, em nome da eficiência do estado brasileiro. 

O imposto pago é fruto do trabalho de cada um. Por isso temos que  simplificar o nosso país: criar oportunidades para quem quer gerar emprego e empreender.

Se fala muito em tamanho do Estado. Ora, quero dizer que o tamanho do Estado ideal é aquele que possa atender adequadamente o cidadão. Por isso, minha expectativa é de que possamos conduzir essas reforma sob o prisma do  Pacto Federativo.  É preciso garantir a sobrevivência dos Estados e dos municípios até que essas reformas possam ser implementadas e venham a surtir os efeitos, na defesa dos interesses dos cidadãos e cidadãs brasileiras.  

Os próximos meses, portanto, serão de muito trabalho e de muitos debates. Precisaremos dispor de muita perseverança ao encaminhar, da melhor maneira possível, essas necessárias transformações.

Wellington Fagundes é senador da República por Mato Grosso e vice-presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Municipalismo no Congresso Nacional.

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Comentários (1)

  • Pacufrito | Segunda-Feira, 09 de Setembro de 2019, 13h35
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    Quem não conhece este pilantra, até pode acreditar nele, mas que conhece sabe que este imoral só tem interessem em uma única coisa, SEU BOLSO, cuidado com este imoral, esta na politica a 30 anos, será que agora ele virou do bem??? será que agora ele esta preocupado com os mais necessitados???? se esta mesmo porque não apresenta por exemplo uma lei diminuindo suas benécias, como por exemplo aposentadoria de senador com 6 meses de mandato, como por exemplo, plano de saúde ilimitado para para senadores e seus familiares, quem sabe se acabarem com estas regalias não sobra dinheiro para tratar dos mais pobres??? fazem investimentos... balela seu sador, balela sua. conversa fiada sua.

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