25 de Fevereiro de 2020,

Opinião

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Sexta-Feira, 17 de Janeiro de 2020, 10h:35 | Atualizado:

Paulo Bellincanta

Exportações da carne

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O mercado de exportação da carne brasileira deverá sofrer uma sensível redução no primeiro semestre deste ano.

São os seguintes fatores que  somados, favorecerão esta previsão: 

1)A redução de oferta acompanhando o novo ciclo da pecuária brasileira.

2) A diminuição de preços no mercado internacional, com maior peso a queda de preços verificados  na  China.

3)O aumento de custos na produção do boi que subiu com a arroba e agora não desce. Tudo isso contribuirá para que o pecuarista segure ao máximo seu boi no pasto. Enquanto a indústria ficará sem matéria prima para ofertar.

Uma redução de 30 a 40% deverá ocorrer na oferta de produtos, porém a oferta ao mercado chinês sofrerá redução maior em decorrência dos baixos preços que aquele mercado se dispõe a pagar, neste momento.

Este comportamento trará com certeza um equilíbrio nos preços e uma retomada de valores ao produto,   sem a qual não sobreviverão produtores e indústria. 

Logicamente será o mercado quem ditará estes passos, mas a redução de oferta é fato já determinado. 

O Brasil é o maior provedor de vários mercados internacionais e continuará a ser independente de acordos. E isto ocorrerá também por vários fatores, além de maiores custos na produção e outras questões, sanitárias, políticas internas, e mesmo práticas medicamentosas restritivas para alguns mercados. 

A questão que se apresenta é uma unidade de forças entre pecuaristas e indústrias, porque o problema é comum aos dois e apenas a união de ambos poderá acelerar uma melhora no âmbito internacional.

Paulo Belincanta é presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT)

email: sindfrig@terra.com.br

 

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