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Opinião

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Terça-Feira, 13 de Janeiro de 2015, 08h:49 | Atualizado:

Lício Malheiros

Legado Silval Barbosa

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Entre as lambanças protagonizadas pelo ex-governador Silval Barbosa, com relação à mobilidade urbana, duas delas sobressaem, a tão sonhada obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que seria a salvação da lavoura, ligando Várzea Grande a Cuiabá, com um trecho previsto inicialmente de 22,2 Km. Outra obra emblemática e questionável, que alguns o chamam de viaduto da Sefaz, esse elefante branco, eu prefiro chamá-lo de alça de acesso, que liga nada a lugar algum, se pelo menos, essa obra tivesse sido executada dentro dos parâmetros previstos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), poderia ser aceito. Agora, a constatação de uma série de irregularidades gravíssimas que levaram a interdição do mesmo, entre as quais: nas juntas de dilatação foram detectadas “fissuras milimétricas” na estrutura decorrente do uso inadequado de material, com relação à armadura longitudinal, que corresponde a 195 centímetros cúbicos de ferragem, quando o necessário, seriam 330 centímetros. 

Não se trata de caça as bruxas, nem tão pouco chutar cachorro morto, o que nos causa revolta e indignação, é ver que a cada dia que passa mais dinheiro público, é jogado literalmente no ralo, como se não bastassem os constantes desvios de dinheiro público, com as operações deflagradas pela Policia Federal (PF) e Ministério Público Estadual (MPE) em curso; obras inacabadas, lavagem de dinheiro, falcatruas e por ai vai, são recorrentes, e na maioria das vezes acaba em pizza.

Dói mais, para quem transita diuturnamente pela Avenida do CPA,  quando passamos  em baixo desse elefante branco, que não sabemos se tratar de um viaduto, uma alça de acesso ou  um cotovelo; o que nos revolta é saber que milhões de reais  foram jogados literalmente fora, pois não existe uma utilização do mesmo. Ai entra em cena a burocracia que ajuda emperrar o processo, e os anos irão passar e, tudo ficará como dantes no quartel de Abrantes, e acabaremos nos acostumando a ver essa obra faraônica interditada como se fosse algo normal e aceitável,  esperamos que a coisa flua e, que os eventuais culpados, sejam punidos  aos rigores da lei.

Com relação ao Veiculo Leve Sobre Trilhos (VLT), as obras iniciaram em março de 2012, foi embargada pela Justiça Federal, depois obteve sua continuidade, e a Secopa prometeu que pelo menos 7 km do VLT, ficariam prontos até dezembro de 2014, chegando até o bairro do porto, ledo engano, não foram concluídos se quer 4 km.

Mesmo sabendo da não conclusão nem desses 7 km, foi feito um novo aditivo prevendo a entrega desse trecho até 31 de dezembro de 2015. Eles, só não previam a derrota nas urnas, quando foi eleito Pedro Taques (PDT), que venceu a eleição no primeiro turno, graças a Deus, se não essa obra, terminaria custando  trilhões de reais.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

 



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Comentários (1)

  • Sika | Terça-Feira, 13 de Janeiro de 2015, 14h14
    1
    0

    Professor, você está muito afoito, precipitando, relaxa.... Silval disse que "o futuro mostrará" que ele foi um ótimo gestor.... (kkkk)... Pior é que, pelo andar da carruagem, não dá pra duvidar de mais nada neste meu MT querido! Como você mesmo diz, "pare o mundo que eu quero descer!"

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