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Opinião

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Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 08h:15 | Atualizado:

Onofre Ribeiro

Máscaras e fantasias

Onofre Ribeiro

 

Passado o carnaval, espera-se que o Brasil volte a ser uma nação, guardem-se as fantasias e as máscaras, e as discussões relevantes comecem o ano de 2014. A construção política de candidaturas em Mato Grosso está presa a uma série bem grande de variáveis, especialmente a de governador, a partir da qual desdobram-se todas as outras de vice-governador, de senador, de suplente, de deputados federais e estaduais, como se segue:

1 – Governador: candidaturas postas: senador Pedro Taques, jornalista Muvuca. Mas são ensaios. O também senador Blairo Maggi segura as cartas importantes da jogada no silêncio do “ser ou não ser” candidato. Com ele, Pedro Taques não sairia. Sem ele, Pedro Taques sairia. É muito mais do que dois nomes em jogo. São perfis opostos, programas opostos, intenções opostas, amarrações opostas e riscos opostos. O bastidor é de uma complexidade absurda. Envolve nomes e projetos assustadoramente complexos para a cabeça dos 2 milhões e 200 mil eleitores mato-grossenses. Mato Grosso não pode se dar ao luxo de queimar os seus dois melhores senadores numa única disputa. Pedro Taques é um senador de destaque e no correr deste e dos próximos anos terá papel muito relevante nas rediscussões do Brasil exaurido que sairá das eleições de 2014, somando-se a pobreza de quadros no Senado. Já Blairo Maggi, será um avalista do novo governo junto à economia, caso Dilma Rousseff se reeleja. Mesmo não se reelegendo, será uma referência da economia que deverá pressionar o Senado para a reconstrução do Brasil. Ainda mais numa gestão Dilma, sem rumo e sem referências.

2 – Vice-governador – está amarrado à disputa do governador. Se Silval Barbosa ficar no governo, o vice Chico Daltro não é uma ameaça. Se sair, ele vira governador e será candidato a governador. Muda tudo na eleição de 2014!

3 – Senador – este quadro é subsidiário da disputa para governador. Hoje tem dois nomes postos: o deputado federal Welinton Fagundes e o governador Silval Barbosa. Mas são apenas conjecturas, porque a primeira vítima da escolha do candidato a governador será o Senado. É um cargo muito importante para ser disputado sem poderosas amarrações políticas, partidárias, eleitorais, econômicas e estratégicas para o futuro. Pode ser tudo, mas pode ser nada do que hoje está posto.

4 – Deputados federais – será a área menos afetada pelas posições acima. Muitas candidaturas à reeleição e poucas novidades.

5 – Deputados estaduais – aqui o bicho vai pegar, porque os eleitos dirão que cara terá o governo eleito, já que a Assembleia Legislativa tem poder de vida e morte sobre a gestão, caso queira. Mas existe uma tendência de muitas renovações, mas também de que tudo permaneça como hoje, na água morna.

6 – Pressão das ruas – aqui fica um campo vastíssimo de discussões que pode mudar tudo o que foi dito acima. Prometo voltar ao assunto das manifestações das ruas esperadas em 2014.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso

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