04 de Junho de 2020,

Opinião

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Quarta-Feira, 20 de Maio de 2020, 09h:36 | Atualizado:

Junior Macagnan

O Estado faz o que?

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Em mais de 500 anos de história sempre tivemos um Estado forte e atuante, porém se tivéssemos um Estado eficiente e enxuto, muito provavelmente, a pandemia teria outro resultado. Este momento inédito nos faz pensar que o excesso de interferência estatal tem nos atrapalhado. Seja pela administração direta ou através de delegação de poderes.

A gerência do Estado falhou na educação, pois dos inscritos no Enem 42% não possuem computador e se tivessem teriam que se virar por conta própria, com raras exceções nossas escolas não têm ensino a distância, apesar de todo orçamento destinado. Muitas das Universidades fechadas, pois não acompanharam o avanço tecnológico. Inacreditavelmente não tem EAD e nem ensino on-line.

Parece lugar comum, mas o sub-financiamento da saúde e a gestão falha do SUS provou que não foi preciso pandemia para escancarar que nosso sistema de saúde está sucateado. Agora com a crise, e nesta corrida contra o tempo, o que vemos são casos de superfaturamento em várias cidades e estados.

Falhou no saneamento, hoje mais de 50% dos brasileiros não dispõe desse serviço e o marco regulatório do saneamento parado no congresso deixa de gerar milhares de empregos e precariza ainda mais condição sanitária decente para a população.

Outro assinte é o transporte público e a infraestrutura. Hoje assistimos ônibus, trens, metrô, todos superlotados. Obras de transporte que eram para a copa de 2014 até hoje não foram entregues.

A falta de planejamento na habitação popular com imóveis de baixa qualidade, com infraestrutura falha e em locais não adequados, sem qualidade urbanística e sem acesso fácil aos serviços urbanos, como escolas, postos de saúde, transporte.

O Estado, mais uma vez, por excesso de proteção a tecnologia, mesmo com a privatização das teles o excesso de regulação faz com que a concorrência seja quase inexistente. O que resulta em um avanço tecnológico muito lento.

E o que fazer para voltar a crescer?

Primeiro passo é parar de usar a pandemia politicamente e as três esferas, município, estado e união agirem em conjunto salvando vidas, com planejamento e estratégia, o que não foi feito até agora.

- Reforma Tributária. Para buscar a modernização, menos burocracia e carga justa. E assim gerar mais empregos e renda.

- Desregulamentação do sistema bancário para aumentar a competição no setor.

- Reforma Administrativa.

- Programa de privatizações. Que o estado cuide da saúde, educação básica e segurança.

- Abertura comercial. Para estimular a concorrência e melhora dos produtos entregues ao consumidor. E por fim, não menos importante, focar na educação básica de qualidade.

Temos a oportunidade de amenizar os impactos e voltar a crescer com consistência por um longo período no pós-crise, mas para isso precisamos de ação e postura do governo e congresso. E principalmente da pressão popular.

Junior Macagnam, é empreendedor , membro do “Livres” e presidente do Sincalco.

 

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Comentários (3)

  • Paulo | Quarta-Feira, 20 de Maio de 2020, 13h29
    2
    0

    Esse aí não elegeu Bozo? Agora vem.. vai limpar a cagada de vcs. Ou pensam que não têm responsabilidade com o que está acontecendo com o país?

  • Angelo | Quarta-Feira, 20 de Maio de 2020, 11h29
    8
    0

    Faz um favor e fica quietinho ... tua tese de estado mínimo está com os dias contados ...E quem usa politicamente a pandemia é o teu ídolo mor Bolsonaro ... não fosse por ele o fardo seria menos pesado pra todos ... inclusive pra gente estúpida como você que o colocou onde está sem ter a menor condição de exercer o cargo ...

  • Ruy | Quarta-Feira, 20 de Maio de 2020, 09h49
    5
    1

    Liberais são comunistas de sinal trocado: adoram propor a resolução de problemas complexos com soluções que julgam elegantes, simples e que fundamentalmente não funcionam.

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