15 de Julho de 2020,

Opinião

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Quarta-Feira, 03 de Junho de 2020, 12h:04 | Atualizado:

Juarez França

O “recalque” de Mauro Mendes

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Estamos vivenciando uma das piores crises já vista na história. A saúde e a economia são os grandes gargalos no atual cenário. Sabemos que o seio político da estrutura de Estado é espaço legítimo para administrar problemas dessa ordem. No entanto, é 2020, ano de eleições. O COVID-19 será um dos principais eixos de debate nas eleições. 

A capital cuiabana parece estar fazendo o dever de casa. Cuiabá figura como uma das capitais com menor número de óbitos pelo COVID. O prefeito Emanuel Pinheiro, que pode vir a concorrer à reeleição, agiu de maneira rígida e antecipada, porém estabeleceu medidas assertivas no combate ao COVID. Tomou decisões impopulares, que seriam muito arriscadas  pra quem só se preocupa com eleição. 

Do outro lado, vimos o governador Mauro Mendes, sem qualquer direcionamento para atuar nessa crise. Perdido, tanto ele, como seu secretário de saúde colocaram em cheque pesquisas científicas de Harvard sobre a expansão do COVID pelo mundo, e ainda julgaram o prefeito de Cuiabá de estar tomando medidas extremas na pandemia. Porém, extremas, foram as ações do nobre governador. Sem qualquer planejamento, uma das suas primeiras medidas na pandemia, foi a demissão em massa dos professores interinos da rede pública estadual. 

Com o discurso velado de economia mais importante que a vida, minimizou os riscos da doença e banalizou o isolamento social, ação recomendada pela OMS. Enquanto a sociedade discutia os efeitos da crise financeira pela pandemia, a crise parecia passar longe dos cofres do estado. Sem pudor algum, apresentou projeto para aumentar o salário dos cargos de 1º escalão do seu governo, enquanto muitas pessoas perdiam seus empregos, como os próprios professores que ele mesmo demitiu. 

A péssima repercussão sobre o aumento salarial da cúpula do estado, fez com que Mauro Mendes retirasse o projeto de pauta. Essas foram só algumas das sandices desse governo que está afoito para as eleições municipais, já que seus quadros não vem “decolando” na opinião pública. O STF e o Congresso Nacional ainda estão inseguros em como encaminhar as eleições em plena pandemia. Já Mauro Mendes deu “start” e começou campanha antecipada para as eleições de 2020. 

Com decisões falhas e muito questionadas pela população, ao invés de dedicar seu tempo para reordenar suas ações no combate ao COVID no estado, resolveu partir para o ataque contra Emanuel Pinheiro, que vem tomando medidas sóbrias e racionais nessa pandemia, contando com a credibilidade popular. 

Mauro Mendes, sem nomes expressivos no seu grupo para disputar o Alencastro, vem priorizando só  as eleições municipais. Prova é, que duas mulheres em estado gravíssimo, na cidade de Várzea Grande, vieram a óbito por não receber o  trato adequado para suspeita do COVID. Seu perfil “gestor-empresário”, que pouco valoriza a  população mais carente, negou que as vítimas fossem transferidas para UTI, pela burocracia falha e pela procrastinação para fornecer o resultado do exame do covid, que só saíram 5 dias depois que as duas mulheres faleceram. 

É sabido que o governador tem despeito reprimido pelo prefeito Emanuel, mas hoje, esse despeito, já não está mais velado nos bastidores da política. Num ato imaturo, sua ida na entrega do HMC,  saiu sob vaia dos presentes, enquanto Emanuel era aplaudido. Esse disparate levou Mauro Mendes a ampliar sua pesada artilharia para perseguir o prefeito da capital. No entanto, Emanuel vem ignorando os ataques do governador, porém responde com TRABALHO a quem realmente importa, O POVO. 

Não bastasse o despeito agora explícito, o governador resolveu fazer CONTROL C + CONTROL V das ações acertadas que Emanuel vem desempenhando, na tentativa de ser aclamado pelos mato-grossenses, que estão dia após dia mais decepcionados com um governo que prefere fazer a política rasteira, porém ainda esperamos que nossos gestores deixem de lado projetos individuais de poder em favor de um projeto comum para nosso povo. 

P.S.: Governador, quer ser cabo eleitoral nas eleições municipais? Começa fazendo o dever de casa. Cumpra seu papel na gestão contra a Pandemia do COVID. Se tiver êxito nas ações, quem sabe, no período certo, e não agora, poderá liderar seu grupo político nas eleições municipais. Do contrário, “cartão vermelho” pra você. Deixa quem está “driblando” as dificuldades da pandemia buscar a vitória para população.

Juarez França, 23 anos, ativista dos direitos da juventude

 

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Comentários (1)

  • Edvaldo Silva | Quarta-Feira, 03 de Junho de 2020, 17h53
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    Só faltou lamber as bolas do prefeito

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