18 de Outubro de 2019,

Opinião

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Eduardo Póvoas

Oh my Good!

Eduardo Póvoas

 

Na minha ótica acho um absurdo ouvir nestes dias comentários pelos quatro cantos da cidadede uma consulta popular, ou um plebiscito, para quea população cuiabana e várzea-grandense opine se aprova a implantação do VLT ou se muda para o BRT.

Houve há muito tempo atrás quando uma comissão de notáveis foi para a Europa com a finalidade de escolher o modal de transporte para Cuiabá, e lá tiraram fotos de frente, de perfil, de lado, de fundo e de cima pra baixo, motivo para que nossa população fosse escutada e aí sim, opinar sobre BRT ou VLT.

Agora, quando os vagões já chegaram sobre chuva de fogos, os trilhos colocados (só Deus sabe como), com 62% do compromisso financeiro saldado (coisa que leio na imprensa), e com 33% só das obras prontas, tem gente pensando em “incinerar” toda essa grana, nossa grana, e mudar o modal de transporte da capital.

Tô certo ou tenho lido baboseira na imprensa local? É verdade ou só eu acho isto uma proposta totalmente inoportuna, imprópria e indecente.

O que fazer com os trilhos e com os vagões? Se o Governo do Estado “topar” entrar ou melhor, admitir uma insanidade desta, eu tenho destino certo para os trilhos e os vagões.

Os trilhos poderão ser facilmente vendidos para pequenos produtores rurais para que estes façam deles para choque para seus velhos tratores. Dá certinho, pois um amigo meu tem e fica pra lá de chique!

Agora, para os vagões eu tenho uma ideia brilhantíssima, pra ser compatível com a proposta. Poderá o governo derrete-los e vender a sucata para a Prefeitura de Blumenau em Santa Catarina, onde se realiza em outubro o maior festival de chopp do país. Que tal você tomar um chopinho lá em Blumenau, rodeado daquelas belezas loiras e dizer pra elas:” esta caneca foi feita do material que poderia me levar para o serviço”. Legal né?

Você não acha que este fim para uma obra que custou algumas “migalhas” do dinheiro público seria um fim glorioso e dignificante?  Até por que eu e você nada, absolutamente nada, ajudamos financeiramente esta obra, portanto pra nós, tanto faz (até parece....).

Eu tenho muito ainda a aprender com meus conterrâneos terráqueos.

Quando a gente pensa que já viu tudo nesta vida, aparece uma ideia de “gênio” desta que mefaz recolher na minha insignificância e bater palmas para não dizer, chorar!

O VLT neste momento está para Cuiabá como a esposa de um amigo. Quando casou levou pra casa uma bonequinha, hoje tem ao seu lado a verdadeira Madame Mim. Pois bem, comeu o filé, agora roa o osso. Quer dizer, tem que aguentar até o fim, tem que se concluir a obra!

Por mais que me esforce, não consigo, com meu QI de ameba, acompanhar a velocidade de QIs hiper elevados quando eles se reúnem para falar sobre como se deve fazer para zelar pelo dinheiro público.

Imagine My Good, uma obra orçada em mais de 1,5 bilhão de reais virar para choque de trator e canecas de chopp.

EDUARDO PÓVOAS- PÓS-GRADUADO PELA UFRJ

 

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