Opinião Segunda-Feira, 22 de Abril de 2019, 10h:40 | Atualizado:

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Welyda Carvalho

Produção de tilápia em Mato Grosso

 

Welyda Carvalho

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Se nas décadas de 1960 e 1970 o Brasil encontrou a Revolução Verde com produção de alimentos com a agricultura (leia-se Embrapa e adaptação do Cerrado), a nova tendência nacional é a Revolução Azul da produção de peixes. Seja na pesca extrativa (retirada de recursos naturais) e na aquicultura (criação e cultivo em cativeiro). Embora, em breve, a pesca extrativista tende a ser mitigada, porque já existe uma consciência ainda maior em relação ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Neste cenário, Mato Grosso se destaca, entre os 5 maiores produtores de peixes de cultivo no Brasil. E uma das espécies, é a tilápia, maior parte da produção entre os Estados brasileiros. Um dos impulsos para a tilapicultura no Estado é a mudança no marco regulatório, com o advento da Lei 10.669/2018, para criação de tilápia em tanques-rede, principalmente em reservatórios de usinas hidrelétricas (UHE). A expectativa é de aumento da produção da espécie em 2019, com indicativo de estudos do segmento sobre melhor produtividade (quilo/espécie) e a inserção de lagos de UHEs no rio Teles Pires, na Amazônia mato-grossense.

Relatórios recentes do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca) e o Anuário Peixe BR da Piscicultura 2019 mostram a dimensão do setor no Brasil e em Mato Grosso, em franca expansão. O anuário dispõe de dados que mostram o crescimento da produção brasileira de pescado de cultivo em 722.560 toneladas em 2018, aumento de 4,5 por cento em relação ao ano anterior. Para comparação, em 2014 eram 578.800 toneladas. Mato Grosso produziu 54.510 toneladas, declínio de 12,1 por cento.

No cenário estadual, o impacto se deve à insegurança jurídica ambiental presente naquele ano. Além da queda de preços  ao produtor da Tambatinga e do Pintado da Amazônia, somado a problemas na comercialização e processamento de pescados em empresas fiscalizadas. Porém, para 2019, a expectativa é de aumento da produção, tendência apoiada na Lei 10.669/2018, de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco, com incentivo da criação da tilápia em tanques-rede, no aumento do consumo per capita e na demanda do mercado das regiões Sudeste e Sul por peixes nativos, maior produção em Mato Grosso.

Nosso País mantém a 4ª posição mundial de produção de tilápia, ficando atrás somente da China (1,86 milhão), Indonésia (1,25 milhão) e Egito (860 mil/toneladas) segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). Já o relatório do Cepesca mostra que o Brasil vai dobrar sua produção em 2025. Sobre Mato Grosso, o documento registra a criação de tilápia há 30 anos no Estado e há 15 anos em lagos artificiais em Cuiabá. Em síntese, a piscicultura tem relevante presença no dinamismo socioeconômico, pois contribui com geração de emprego e renda (aspecto social), promove opção saudável de alimentos (segurança alimentar) e diversifica o cardápio da população sem pressão ambiental nos recursos naturais.

#infraestrutura

#logística

#desenvolvimento

*Welyda Cristina de Carvalho é advogada, pós-graduada em Direito Processual Civil pela FESMP/MT, fez intercâmbio em Sunshine Coast, na Austrália e atua no Direito do agronegócio. Endereço eletrônico: [email protected] / Instagram: @welydacarvalho.

 

 





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