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Opinião

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Sexta-Feira, 04 de Julho de 2014, 08h:41 | Atualizado:

Lício Malheiros

Serys, ser mulher ou ter dinheiro, eis à questão?

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A ex-senadora Serys Marli Slhessarenko, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), foi militante do mesmo, por 23 anos interruptos, com 20 anos de mandato sem nenhuma advertência, pode-se entender, se tratar de  uma pessoa  com alguma credibilidade política. Em 2010 a ex-senadora, viveu algo parecido; momento em que viabilizava seu nome para reeleição ao Senado Federal, eis que surge, o deputado federal, Carlos Abicalil, dizendo que o direito de disputar a vaga ao senado era seu, esta motivação, acabou gerando  um verdadeiro embate entre ambos, esta ação, acabou levando-a a expulsão do partido, pela Comissão de Ética da executiva regional, uma verdadeira punhalada pelas costas. Isso faz parte do passado, estou revivendo esse  passado, para que as pessoas possam entender os meandros que norteiam a política em nosso país, esse episódio nefasto e vergonhoso, embora faça  parte do passado, ainda ecoa na cabeça das pessoas que têm memória.

A ex-senadora buscava novos horizontes novos caminhos, filiando-se, em (23/08/2013), no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tendo seu nome, como principal via da agremiação para concorrer ao senado nas Eleições de 2014, a mesma sempre foi oposição, como tal, vislumbrava viabilizar seu nome para concorrer ao senado pelo grupo de oposição, tendo como certo, o nome do senador Pedro Taques (PDT), um grande candidato por sinal, eis que a mesma sofre uma nova derrota, tendo seu nome preterido, em função da oficialização da candidatura à reeleição do senador Jaime Campos (DEM), os motivos da escolha é uma questão de foro intimo. 

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ficou em uma verdadeira sinuca de bico, restando-lhes pouquíssimas alternativas viáveis para encaixar, o nome desta grande mulher a ex-senadora Serys Slhessarenko (PTB),  mulher aguerrida, uma das grandes militantes partidárias.

Resta ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB),  curvar-se diante da imposição de grupos políticos históricos e dominadores, aceitando  uma vaga na proporcional, ou optar por uma terceira via e lançar até mesmo chapa pura, até porque, o tempo está exíguo, para que ocorram  as homologações. 

O que suscitou este artigo em questão foi uma pergunta formulada pela postulante a uma vaga de candidata ao senado pela oposição (leiam-se PDT); depois de ter seu nome preterido, pelo o do senador Jaime Campos (DEM), ela formula a seguinte pergunta “fui preterida por ser mulher ou por dinheiro”, essa pergunta por certo, só o tempo irá responder, pois o tempo é o senhor da verdade.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

 



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Comentários (3)

  • arcam | Sábado, 05 de Julho de 2014, 06h47
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    Sob as aspas do seu ex-pt os aposentados foram taxados e a PEC 555/2006 para corrigir essa injustiça, a base aliada detona sua inclusão na pauta, impedindo de ser apreciada pelo congresso, uma atitude antidemocrática. Quem comete injustiça receberá de volta injustiça (Col 3:25).

  • Timoteo da Guia | Sexta-Feira, 04 de Julho de 2014, 16h56
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    Professor Licio Malheiro: A ex-Senadora Sery tem que ter disciplina partidária, e não postura imperial de querer impor na maioria dos membros de uma organização politica o seu desejo pessoal. Ela foi excluída do PT,partido daqual foi uma das fundadora, por sua postura ditatorial de não aceitar o desejo da maioria dos seus Membros,atraves dos dirigentes partidários.Ha 4 anos atraz,o PT decidiu que o candidato a senador seria o Carlos Abicalil, ela perdeu a convenção, e deu apoio ao seus adversários. Filiada ao PTB, democraticamente habilitou-se a disputar novamente o mandato de Senador, só que pelos estatutos do seu novo partido, democraticamente foi colocada em votação,duas proposta: uma de sair com uma chapa própria,com Serys de Senadora e os demais candidatos na proporcional . Outra de participarmos da coligação com Pedro Taques a Governador e Jaime Campos,candidato a Senador. Ganhou a segunda hipótese, de coligarmos com Pedro e Jaime e lançarmos candidatos a Deputados Federais e Estaduais. Por isso o PTB através do seu Diretorio Estadual apoia esses cidadaõs, e não quis cometer o suicídio politico proposto pela Birrenta Serys Marly. E desconhecer que Jaime Campos, goza de muito mais apoio e simpatia junto aos petebista é desconhecer que desde 1990,o PTB é aliado preferencial do ex-PFL,hoje DEM em Mato Grosso.

  • andre luiz | Sexta-Feira, 04 de Julho de 2014, 14h27
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    2016 vem aí. Não vai faltar vaga para candidatos a vereador.

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