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Terça-Feira, 08 de Julho de 2014, 09h:00 | Atualizado:

Emanuel Pinheiro

Unidos pela Santa Casa

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Fundada em 1817, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é o hospital mais antigo do Mato Grosso, sendo considerada uma das instituições mais integradas à sociedade cuiabana, constituindo-se, portanto, como um patrimônio mato-grossense. Começou a ser construída em 1815 pelo último governador geral da província de Mato Grosso, o capitão João Carlos Augustos de Uynhersen de Grevemburg.  Com uma arquitetura colonial, a Santa Casa foi projetada para abrigar amplas salas de enfermarias.

Sua inauguração se deu 8 de dezembro de 1817. Desde sua criação, a Santa Casa cumpre sua missão de prover a população em diferentes situações. O hospital não deixou de funcionar desde sua inauguração, mas sempre teve problemas financeiros. No final da década de 1990 quase fechou as portas.

Os recursos para a manutenção vêm dos governos estadual e federal, repassados por intermédio da Prefeitura de Cuiabá e pelo SUS municipal, e também de doações de instituições privadas. Trata-se de uma instituição filantrópica, com aval do Conselho Nacional de Assistência Social, ligado ao INSS.

A cada três anos, a Santa Casa deve provar para o Conselho que seu atendimento pelo SUS é acima de 60%. Hoje é um hospital geral com especialidades médicas e cirúrgicas. Possui 220 leitos, sendo 30 de UTI, e atende diariamente cerca de 20 a 25 pacientes.

Acontece que a situação é crítica. Recentemente pude conferir de perto a dura realidade repassada pelo Conselho gestor da Santa Casa durante breve reunião com o governador Silval Barbosa. Os números negativos nos mostram que é preciso mudar.

Faz-se necessária uma governança mais moderna, que articule mais assistência médica. É preciso devolver à Santa Casa os resultados financeiros positivos e sua consequente capacidade de prestar os melhores serviços. A saúde financeira é a base de qualquer organização que queira se sustentar e cumprir sua missão.

Sabemos que não há lucro na filantropia, mas que também somente o dinheiro paga os tratamentos, impossibilitando atender mais pacientes com a melhor qualidade possível e garantir a sustentabilidade da instituição. Fiz desse artigo um testemunho de meu compromisso com a saúde pública da minha cidade e do meu estado.

Como homem público faço minhas ações e reflexões voltadas ao bem comum e do meu compromisso com a sociedade mato-grossense. Alegria, esperança e confiança são um patrimônio coletivo da nossa nação. Não podemos perdê-lo. Afinal, a saúde é o item mais importante para a família brasileira.

Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo Partido da República

 

 



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