Opinião Sexta-Feira, 29 de Março de 2019, 08h:00 | Atualizado:

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Nestor Fidelis

Vidas passadas - 1

 

Nestor Fidelis

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Inúmeras pessoas querem tomar conhecimento de suas existências anteriores, principalmente nestes dias em que as coisas do mundo espiritual se tornaram corriqueiras, com tantos livros publicados, filmes e telenovelas abordando os fatos e os efeitos das reencarnações.

Então, fazendo aquele velho e sempre oportuno exercício socrático de nos perguntar se tal ato é verdadeiro, bondoso e útil, teremos um roteiro para refletir sobre a questão proposta.

Inicialmente, é válido trazer à baila a lição kardequiana sobre o necessário esquecimento do passado, como sendo uma dádiva divina às criaturas, pois o homem esquecido de seu passado se torna mais senhor de si, mais livre para semear amor, paz, humildade, enfim, para desenvolver as virtudes. “Gravíssimos inconvenientes teria o nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Em certos casos, humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros nos exaltaria o orgulho, peando-nos em consequência, o livre-arbítrio. Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta: a voz da consciência e os pendores instintivos” (O Livro dos Espíritos, q. 392 e ss).

Por outro lado, o avanço da ciência trouxe ao homem a ensancha de, com finalidades terapêuticas, entrar em contato com experiências traumáticas vivenciadas em reencarnações passadas com o fito de compreender, propor a aceitação e o tratamento da ferida moral aberta naquela circunstância. Obviamente, se faz salutar para que o paciente interessado busque informações e boas referências em relação ao profissional que se coloca a disposição para realizar esse mister, porquanto, se o tentame não for conduzido de modo adequado poderá ter a celeuma emocional não deslindada e agravada. Em outras palavras, há diversos relatos e obras, científicas ou destinadas ao público leigo, que comprovam a realidade, a utilidade e o benefício do intento, desde que este não tenha por móvel mera curiosidade.

O que não há como deixar de perceber é que estamos em processo de evolução constante, ainda que em ritmo lento em alguns âmbitos, bastando dar uma olhada para nosso passado nesta mesma existência para se comprovar que já nos melhoramos, o que torna natural reconhecer que, se estamos avançando, em outros tempos cometíamos faltas graves perante as leis que estão em nossas consciências.

Conforme ensinam os Espíritos Superiores, em respostas dadas às questões formuladas por Allan Kardec, mesmo com o benéfico esquecimento do passado, guardamos - sem realizarmos regressões de memória provocadas – a intuição de tudo e as tendências que trazemos revela muito sobre o que já fizemos, e isso nos convida a domar as inclinações menos nobres que ainda temos, nos tornando hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje.

Portanto, o passado traz experiências naturais da jornada evolutiva, dignas de observação para o aprendizado. O futuro é intangível e impossível de ser vivido sem quedarmos em nociva ansiedade. Somente temos o presente, como uma graça da misericórdia divina para que possamos reparar os equívocos do ontem, preparando um amanhã mais leve e ditoso, fazendo constantes exercícios, no agora, de desenvolvimento de todas as virtudes. Isso podemos sim, e ajuda não nos falta.

Nestor Fernandes Fidelis.

 





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