09 de Agosto de 2020,

Polícia

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Sábado, 01 de Agosto de 2020, 10h:03 | Atualizado:

TRAGÉDIA DO ALPHAVILLE

A pedido do MPE, PC investigará presidente da Federação de Tiro de MT

Fernando Raphael Ferreira de Oliveira esteve na mansão logo após morte e distribuiu áudios sobre o caso

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O Ministério Público Estadual pediu que a Polícia Civil investigue o presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso, Fernando Raphael Ferreira de Oliveira, sobre sua atuação em relação a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, ocorrida no último dia 12 de julho numa mansão no comdomínio Alphaville 1, em Cuiabá. Fernando esteve na mansão logo após o crime e encaminhou áudios para relatar o caso.

Um áudio do presidente enviado para num grupo de WhatsApp foi divulgado nesta sexta-feira (31), onde ele relata que, além do empresário Marcelo Cestari, a esposa e os três filhos praticam tiro esportivo. Ele disse ainda que a família havia treinado no fim de semana em que ocorreu a morte de Isabele. “Estou desde ontem 22h atendendo a família sobre o que aconteceu aqui. Atirador nosso, Marcelo Cestari, atira ele a esposa e os 3 filhos, trigêmeos”, disse.

No áudio, gravado logo após a morte, Fernando, que também é policial militar, contou sobre o ocorrido na noite do crime. Segundo ele, a adolescente que efetuou o disparo se despediu do namorado e logo depois pegou um case que estava em cima da mesa e seria guardado em um cofre. “Uma das gêmeas se despediu do namorado, pegou um case que sobrou em cima da mesa e levou para cima, para guardar no cofre. Uma amiga dela estava no quarto, no banheiro (...), ela chamou a amiga e foi até o banheiro, passou pelo closet. Bateu na porta e quando a amiga abriu, caiu a arma que estava dentro do case. Com uma mão, ela juntou a arma e o case com outra, quando aconteceu o disparo”.

O presidente declarou que estava conseguindo administrar todos os canais de comunicação e criticou a imprensa por querer "achar um culpado". “Não tem o que dizer, aconteceu uma tragédia, a imprensa infelizmente tá querendo achar um culpado. Menina de 14 anos que atira, né? Aquela coisa toda que a gente sabe como funciona, tá bom?”.

DEPOIMENTO DA MENOR

Em depoimento prestado no dia 14 de julho, a adolescente de 14 anos que efetuou o disparo que matou a amiga Isabele Ramos no último dia 12 "reproduziu" como ocorreu o tiro, supostamente, acidental. O depoimento ocorreu na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que à época coordenava as investigações.

No depoimento, a autora do disparo explicou como pegou as armas e se dirigiu ao quarto onde ocorreu o disparo. “Meu pai pediu para alguém subir com o case, eu subi com ele (o case). Eu vi a Bel (Isabele) subindo para o meu quarto. Aí eu subi atrás porque eu fui chamar ela”, disse a jovem, em vídeo divulgado pelo site Hipernotícias, onde o rosto e a voz da jovem foram desfocados.

Pouco depois, os delegados forneceram a ela duas pistolas descarregadas e um case para que mostrasse como ocorreu o tiro acidental. Por cerca de 2 minutos ela tentou reproduzir a cena e mostrou como pegou a arma.

Na oitiva, a jovem explicou o que foi fazer atrás da amiga com um case com duas armas na mão. "Primeiro eu queria saber o que ela estava fazendo e depois eu queria chamar ela para ela levar torta para a mãe dela porque ela tinha brigado com a mãe dela. Daí, eu ia falar para ela levar torta porque a gente fez torta de limão para ela", assinalou.

A menina disse ainda que a amiga foi para o banheiro e ela foi chamá-la. Em seguida, detalhou o disparo. "Quando eu fui bater na porta do banheiro, o case caiu da minha mão. Eu fui pegar ele (o case) com uma mão e a arma com a outra. Aí eu subi eles e quando estava colocando a arma, ela disparou", relatou.

No depoimento, a adolescente contou sobre o dia que passaram na mansão no condomínio Alphaville 1. Segundo ela, Isabele chegou ao local pouco depois das 13h00 e foi para o quarto, onde ficou conversando com a autora do disparo e sua irmã gêmea. Elas ficaram um tempo no quarto e, em seguida, desceram para organizar algumas fotos da família.

Depois, elas subiram novamente para o quarto.

 

 

 



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Comentários (6)

  • Cpa | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 17h42
    3
    0

    Se o pai de Isabel e estivesse vivo, o Dr. JONES, o caso seria outro. Estaria bem acelerado esse caso.

  • HELO | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 17h00
    5
    0

    Esse rapaz é um insensível.Será que não pode imaginar a dor dessa mãe ao ver a ilha morta? Falar um monte de "babaquices". Administrar um homicídio para proteger o culpado e ignorar uma vida abatida em tão tenra idade? Deve ser sim investigado!!!!!!

  • Andre | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 16h59
    3
    0

    Esse senhor da federação de tiro, claramente fez um áudio com a intenção de defender a família. Não demonstra também, nenhuma compaixão e só a preocupação de narrar uma possível cena de crime, de forma que alivia a culpa da família. Tudo combinado, podem apostar. É a podridão da falida e manjada alta sociedade cuiabana.

  • Andre | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 16h55
    3
    0

    Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira, é a falta de emoção dessa moça. Independente de os dias terem passado, seria normal estar em prantos. O segundo é: como alguém que pratica tiro, manuseia uma arma, pegando o objeto do chão, apontando o tempo todo pra frente? Não seria, sabendo da possibilidade de um tiro desse calibre, atravessar uma porta ou algo parecido, mais apropriado estar sempre apontada pro chão? Afinal, você estava a caminho de encontrar uma pessoa. Não se trata de julgar, mas essa moça era muito mal instruída. Sinto pelo que ela esteja passando, não é fácil. Mas sobretudo sinto pela moça morta e pela mãe.

  • Andre | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 16h52
    4
    0

    Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira, é a falta de emoção dessa moça. Independente de os dias terem passado, seria normal estar em prantos. O segundo é: como alguém que pratica tiro, manuseia uma arma, pegando o objeto do chão, apontando o tempo todo pra frente? Não seria, sabendo da possibilidade de um tiro desse calibre, atravessar uma porta ou algo parecido, mais apropriado estar sempre apontada pro chão? Afinal, você estava a caminho de encontrar uma pessoa. Não se trata de julgar, mas essa moça era muito mal instruída. Sinto pelo que ela esteja passando, não é fácil. Mas sobretudo sinto pela moça morta e pela mãe.

  • Brasil | Sábado, 01 de Agosto de 2020, 15h53
    6
    0

    Como especialista na área da prática de tiro ,nos assusta de que se o presidente do clube de tiro só falou bobagens e tolices!!!!!! Imaginemos o q ele não orienta e passa para os seus alunos e filiados.

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