24 de Fevereiro de 2020,

Polícia

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Segunda-Feira, 27 de Janeiro de 2020, 10h:08 | Atualizado:

PROTESTO

Amigos de travesti desaparecida cobram agilidade nas investigações

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Um grupo de amigos e colegas de trabalho da travesti Mari de Bastos Lima, de 37 anos, que desapareceu em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, há quase 20 dias, realizaram um protesto nas ruas da cidade, nesse domingo (26). Eles cobram agilidade na investigação do caso.

Mari desapareceu no dia 8 de janeiro, por volta das 23h30, depois que saiu do trabalho.

Na sexta-feira (24), três homens foram detidos suspeitos de matar a travesti. Um dos suspeitos teria dito que os outros dois enterraram o corpo. O detido apontou o local onde supostamente a vítima estaria enterrada. A PM acionou o Corpo de Bombeiros e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para dar apoio nas buscas, mas o corpo não foi encontrado.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos foram liberados, pois não houve fatos que motivassem o flagrante. Conforme a Lei de Abuso de Autoridade, sancionada no ano passado, ninguém pode ser ouvido à noite, a não ser em caso de prisão em flagrante.

Revoltados com a situação, os amigos de Mari se reuniram em frente a Câmara Municipal para cobrar justiça.

Eles usaram faixas e cartazes afirmando que estão em luto e querem saber onde está o corpo da travesti.

'Quais são as providências que a polícia vem tomando para encontrar Mari?', diz a frase em uma das faixas.

Segundo a polícia, as investigações continuam e os suspeitos devem ser ouvidos nesta segunda-feira (27).

Amigos de Mari também têm compartilhado nas redes sociais pedidos de ajuda para encontrá-la.

O desaparecimento

José Mário de Bastos Lima, mais conhecido como Mari, desapareceu no dia 8 de janeiro após sair da pizzaria onde trabalhava como pizzaiola. A chefe de Mari, Caudeni Gomes da Silva, contou que a funcionária sempre saía do trabalho direto para casa.

No entanto, na manhã de sexta-feira (9), Mari foi procurada por um amigo, mas não foi encontrada na casa e também não apareceu no serviço.

O celular e as roupas dela também ficaram no imóvel onde morava.

Segundo Caudeni, a travesti é do Maranhão, mas se mudou para Mato Grosso há quase 10 anos. Ela morava sozinha. “Entrei em contato com a família dela do Maranhão. Eles estão preocupados, mas não têm condições de vir para Mato Grosso”, disse.

Durante as diligências, os policiais da Delegacia de Santo Antônio de Leverger conseguiram imagens do circuito de segurança de estabelecimento comercial que flagraram a vítima, antes do seu desaparecimento, na companhia de duas pessoas.

Os dois acompanhantes vistos nas imagens foram identificados e ouvidos, porém, não forneceram informações que pudessem esclarecer o desaparecimento de Mari. Outras testemunhas relacionadas à vítima também foram ouvidas. Contudo, a polícia ainda não constatou nenhum indício concreto da localização de Mari.

O Corpo de Bombeiros esteve na cidade com cães farejadores para auxiliar nas buscas, sendo realizadas diligências em vários locais, especialmente em regiões de mata próximas à casa da vítima, além de ser utilizado um drone para sobrevoo da área.

Até o momento, não foi encontrada nenhuma pista do paradeiro da vítima. As investigações estão em andamento e a Polícia Civil aguarda o relatório do Corpo de Bombeiros.

 

 

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Comentários (1)

  • Paolo | Segunda-Feira, 27 de Janeiro de 2020, 10h48
    2
    2

    Vão trabalhar bando de desocupado.

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