Polícia Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 14h:20 | Atualizado:

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Bombeiros são contraditórios, critica mãe de Rodrigo Claro

 

Valquiria Castil
Gazeta Digital

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Após participar de 3 horas de audiência de instrução sobre a morte do filho Rodrigo Claro, Jane Patrício Claro avalia a instituição do Corpo de Bombeiros Militar como contraditória. Nesta segunda-feira (15), a 11ª Vara Criminal Militar deu início as oitivas das testemunhas de defesa da tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps. Ela é acusada pela tortura e morte do ex-aluno da corporação. 

Coronel João Rainho Júnior foi o primeiro e único a depor, no Fórum de Cuiabá. Há 33 anos trabalhando na corporação militar, ele esclareceu sobre procedimentos e técnicas usadas em curso de formação de bombeiros e usou de seus cursos como exemplo. Ele afirmou ser normal a utilização de caldo, xingamentos e pressão psicológica como forma de “melhorar o desempenho dos formandos”.

Para a mãe de Rodrigo, que tem acompanhado de perto todo o andamento do processo, a corporação tem se mostrado de forma distinta ao comparar o depoimento realizado pelo coronel Willckerson Adriano Cavalcante e este mais recente de Rainho Júnior.

“Pelo que eu ouvi ele [coronel Rainho] falar parece que são duas instituições distintas. Os próprios oficiais preparados para esse evento com alunos se contradizem. O coronel Cavalcante disse que foram atitudes inadequadas e ele [Rainho] já diz que é totalmente adequado, que ele faz isso. Se ele usa desses métodos também é igual a ela (Ledur). Foi bem contraditório o depoimento deles”, pontuou a mulher que estava acompanhada do marido, também bombeiro, Antônio Claro.

Jane também criticou a forma como o coronel João Rainho em seu depoimento tratou com normalidade sobre exigir equilíbrio psicológico e esforço para suportar o treinamento, tendo respaldo da corporação. Ela também alertou que caso continue da mesma forma haverá outras mortes.

“O IPM que o Corpo de Bombeiros nos apresentou foi uma vergonha. E o Conselho de Justificação que eles nos apresentaram dão total autonomia para os oficiais continuarem cometendo esse tipo de crime. Eles deveriam, se fosse o caso de querer, acabar com essa prática. Mas como o coronel mesmo disse, ele usa dessa prática, então não é um caso isolado. Não é um instrutor apenas, tem outros instrutores. Se continuar da forma que está teremos outros Rodrigos, outras famílias chorando e vai continuar assim”, finalizou.





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