07 de Dezembro de 2019,

Polícia

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Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2019, 15h:57 | Atualizado:

Defesa de jornalista preso entra com pedido de liberdade em MT


Gazeta Digital

Defesa do jornalista Leonardo Heitor de Miranda, 38, protocolou na última sexta-feira (29), pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O ex-assessor parlamentar está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) desde o dia 25 acusado de descumprir medida protetiva de urgência contra uma vítima que o acusa de crimes de importunação sexual.

A confirmação é da defensora pública Juliana Ribeiro Salvador, que está à frente da defesa de Leonardo. Segundo ela, apesar de não ter data para o pedido de HC ser apreciado, já está em trânsito, em caráter de liminar, o pedido de liberdade. 

Denúncias contra o jornalista começaram a ser feitas em outubro deste ano. Ao todo, mais de 10 vítimas procuraram a Polícia Civil para relatar as práticas do homem, que já foi indiciado pelos crimes de tentativa de estupro, importunação sexual, ameaça e gravação não autorizada da intimidade sexual. 

Uma das vítimas conseguiu na Justiça medidas protetivas contra o suspeito, que acabou preso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, acusado de descumprir uma delas, que é se aproximar do local de trabalho da mulher. Conforme apurado, ele teria ido até o edifício onde ela trabalha e ainda proferido ameaças.

Ela relatou à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Mulher, que representou pela prisão e em seguida, autorizada pela Justiça. Desde que foi preso, ele está no CRC, antigo Carumbé, já que não apresentou uma cópia do seu diploma de formação em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Três dias após a sua prisão, defesa pediu a transferência do investigado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), solicitando ainda à Assembleia Legislativa uma cópia do diploma do jornalista. Ele atuava no local como assessor parlamentar de um deputado.

Leonardo Heitor é acusado por um grupo de jornalistas de tê-las assediado por meio de mensagens em redes sociais. Além do perfil pessoal, ele enviava fotos íntimas por um perfil falso.   

Pesa contra ele, ainda, um estupro consumado e uma  tentativa. Jornalista também foi indiciado pela Polícia Civil do Espírito Santo, onde praticava os crimes com o mesmo 'Modus Operandi'. Dono da foto utilizada pelo suspeito em um dos perfis falsos também entrou com um processo contra Leonardo.

 

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