11 de Dezembro de 2019,

Polícia

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Sábado, 20 de Julho de 2019, 20h:56 | Atualizado:

'Ele merece viver?', protesta pai de menina de 8 anos estuprada e morta em MT


Gazeta Digital

Moradores chocados com a morte bárbara da menina Natalya Bianca Lima, 8 , realizaram um protesto em Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá), pedindo justiça pelo crime, na sexta-feira (19). Em vídeo, o pai da menina ainda indaga aos outros participantes da manifestação: "ele merece viver?"

Os protestantes também queriam impedir que o acusado Jonatan Nicolas Duarte, 20, fosse encaminhado para a cadeia de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá).

A manifestação foi convocada pelo pai da criança, Ivonei de Souza Gonçalves, em vídeo que circulou nas redes sociais, na sexta-feira. Na chamada ele diz: “o protesto será depois do enterro da minha filha, que foi violentada, estuprada, por um maníaco, que querem transferir para Sinop”.

Na tarde de sexta o suspeito foi remanejado para o presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em Sinop. O argumento era de que haveria risco quanto a segurança do preso se continuasse em Sorriso.

No dia do velório, em uma live transmitida pelo site JK Notícias, o pai, muito abalado, questionou se Jonatan deveria ficar vivo. “Vocês viram o sofrimento que ele causou. Vocês acham que ele deve ficar vivo?”, questiona, em lágrimas. “Senhor, nos ajuda, por favor. Nós não temos mais chão nessa terra. Volta logo Deus”, pede o pai.

Com cartazes em mãos, dezenas de pessoas participaram do protesto e clamaram por punição ao acusado. Alguns pediam o “direito” de fazer justiça com as próprias mãos. “Não é vingança, é a lei de Newton: para toda ação há uma reação”, “Solta o safado pra nós (sic)”, “Natálya, te amaremos para sempre” e Justiça, que esse assassino não fique impune”, eram algumas frases escritas nas cartolinas carregadas pelos protestantes.

A menor foi estuprada e morta na madrugada do dia 18 de julho, em Sorriso. O suspeito Jonathan Nicolas Duarte teria invadido a casa, onde a menina estava sozinha, a violentou e quebrou seu pescoço.

A mãe encontrou a filha desacordada na cama e a encaminhou para o hospital, mas ela já estava morta. O homem foi preso no dia do crime e encaminhado para o presidio Ferrugem, em Sinop. Ele confessou o crime e disse que tinha consumido drogas antes de cometer o assassinato.

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