Polícia Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 00h:45 | Atualizado:

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Ex-assessora diz que não ouviu queixas sobre conduta de tenente em MT

 

IANARA GARCIA
G1-MT

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Três testemunhas de defesa da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada da morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, foram ouvidas nesta terça-feira (16) durante oitivas realizadas na Vara Criminal da Justiça Militar.

Entre as testemunhas foi ouvida a jornalista Larissa Malheiros, que era assessora de imprensa do Corpo de Bombeiros à época.

Larissa informou que não acompanhou o treinamento no dia em que Rodrigo passou mal, afirmou que não ouviu outras queixas sobre a conduta da tenente e que, depois do ocorrido, o comando da instituição não autorizou que Ledur falasse com a imprensa.

Também foram ouvidos outros dois bombeiros. O interrogatório da tenente Izadora Ledur está previsto para o dia 30 de abril.

Nessa segunda-feira também foram ouvidas testemunhas de defesa da tenente. Uma das testemunhas, o coronel João Rainho, ex-coordenador do curso de salvamento aquático, afirmou que a conduta da tenente como instrutora do treinamento, como fazer pressão psicológica, é considerada normal e não teria causado o afogamento do aluno.

Um relatório do Conselho de Justificação do Corpo de Bombeiros concluiu que a tenente é inocente das acusações.

Ledur está afastada das atividades e virou ré por tortura na Justiça. Ela apresentou sete atestados médicos para tratamento de saúde desde a época do caso até janeiro deste ano.

Um inquérito policial militar, que antecedeu ao conselho, apontou que a tenente foi negligente e que também não há indícios de cometimento de homicídio ou tentativa de homicídio contra Rodrigo Claro.

Rodrigo Claro

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro de 2016, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios.

“Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso”, como consta na denúncia.

Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.

Afastamento

Ledur se afastou pela primeira vez para tratamento de saúde entre 25 de novembro e 24 de dezembro de 2016. No segundo atestado, a tenente esteve de licença entre os dias 9 de março de 2017 a 15 de março.

Como houve um hiato entre o segundo e o terceiro atestado apresentado por ela - que justificou a ausência entre os dias 20 de março a 18 de maio -, a portaria considera que Ledur completou um ano em afastamento contínuo no dia 20 de março deste ano. Após essa justificativa, a tenente apresentou pelo menos outros seis atestados médicos.

Durante o período afastada, Ledur tentou por duas vezes ser promovida para capitã, o que foi negado pela corporação.

Processo

A tenente responde criminalmente pela morte do aluno e foi monitorada por tornozeleira eletrônica por três meses. Em outubro do ano passado, ela conseguiu na justiça o direito de suspender o monitoramento eletrônico, com a retirada do equipamento.

A ação que tramita na Justiça, de autoria do Ministério Público Estadual (MPE), tem a tenente como ré pelo crime de tortura. Além dela, outros cinco militares dos bombeiros foram denunciados.

Morte após treinamento

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios.

“Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso ”, como consta na denúncia.

Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.

 





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Comentários (1)

  • Guilherme

    Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 08h19
  • E onde fica o BEM MAIOR DO ESTADO???? Onde vai o principio de proteger a vida. olha se o estado nao punir Deus vai punir todos que estão acobertando
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