10 de Agosto de 2020,

Polícia

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Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 10h:28 | Atualizado:

JULGAMENTO

Ex-pistoleiro de Arcanjo vai a júri popular pela morte de agricultores

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O ex-soldado da Polícia Militar de Mato Grosso, Célio Alves de Souza será julgado na próxima segunda-feira, (19/02), na cidade de Rondonópolis, pela coautoria nos assassinatos dos agricultores Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, ‘Irmãos Araújo’. O primeiro crime aconteceu no dia 10 de agosto de 1999, onde Brandão foi surpreendido pelo pistoleiro Hércules Araújo Agostinho (Cabo Hércules), e executado a tiros de pistola em pleno centro de Rondonópolis. O segundo crime foi em 28 de dezembro de 2000, onde José Carlos foi executado, também a tiros de pistola 9 mm, no estacionamento da agência central do Banco Bradesco, no centro de Rondonópolis. Em ambos os casos Célio Alves ajudou o pistoleiro Hércules Agostinho. O julgamento está marcado para às 8h30, no Tribunal do Júri de Rondonópolis.

De acordo com as provas produzidas nos autos, os assassinatos dos Irmãos Araújo foram motivados pela disputa judicial de uma fazenda de 2.175 hectares, localizada na região conhecida como Mineirinho, que fica a 70 km quilômetros de Rondonópolis, em direção a Campo Grande (MS), objeto de negócio mal sucedido entre José Carlos e Sérgio Marchett, realizado em 1988, cuja demanda até hoje se arrasta na Justiça.

O pistoleiro confesso, e já condenado, Hércules de Araújo Agostinho, apontou como mandantes dos crimes os proprietários da empresa ‘Sementes Mônica’, mesmos proprietários da Agropecuária Marchett LTDA, Sérgio João Marchett e sua filha Mônica Marchett, a qual inclusive, chegou a ficar presa por alguns dias.

Uma das provas que incriminam diretamente os mandantes foi a transferência de um veículo Gol, de propriedade da empresa “Mônica Armazéns Gerais LTDA” para um dos executores, o ex-soldado PM Célio Alves, dado como forma de pagamento pelas mortes, sendo que o pistoleiro Hércules ainda reconheceu o escritório da empresa como o local onde foram pegar a documentação do veículo.

CONFISSÃO DO PISTOLEIRO - Os crimes começaram a ser desvendados em setembro de 2003 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), quando o cabo da PM/MT Hércules, preso para responder pelo assassinato do empresário Sávio Brandão, confessou espontaneamente a participação no assassinato dos irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo.

‘Cabo Hércules’ não só assumiu os assassinatos dos irmãos de Rondonópolis, como participou da reconstituição dos crimes, apontou como coexecutores o ex-soldado da PM/MT Célio Alves, o ex-sargento da PM/MT, José Jesus de Freitas (morto pelos acusados Hércules e Célio), o capitão da PM/MT, Marcos Divino, como também apontou a família Marchett como mandantes dos crimes.

RECONSTITUIÇÃO DOS CRIMES - No dia 25 de outubro de 2003 foi realizada a reconstituição dos dois crimes ocorridos em Rondonópolis, o laudo da reconstituição foi concluído no sentido de que “Não houve divergência em pontos cruciais para elucidação do caso”, possuindo 136 fotos que ilustram a dinâmica adotada pelo ex-cabo Hércules Agostinho para executar os dois irmãos.

O laudo diz ainda que há compatibilidade entre as informações dadas pelo ex-cabo em seus depoimentos e a reconstituição dos crimes. Da mesma forma, os ferimentos encontrados em ambas as vítimas são compatíveis com a arma usada por Hércules, uma pistola de nome milímetros. Na ocasião, Hércules reconheceu e apontou a Sementes Mônica, empresa da família Marchett, como o local em que ele e o ex-soldado Célio Alves receberam um veículo Gol como pagamento pela execução dos dois irmãos Araújo.

OS MANDANTES - O Inquérito Policial concluiu como mandantes dos homicídios de Brandão e José Carlos, o empresário Sérgio Marchett e a filha Mônica Marchett.

 

 

 



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Comentários (4)

  • Robert | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 16h37
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    0

    Meu Deus olha o tanto de mal e de assassinato que esse homem (Arcanjo) e seus capangas causou aqui no nosso estado, foi muito sangue inocente derramado, Misericórdia...e ele ainda continua riquissimo com o seu patrimônio intocável pela justiça corrupta que temos nesse Brasil...todas as pessoas que foram prejudicadas por eles deveriam buscar o seu direito...esse homem deveria devolver todos os seus bilhões para a sociedade e tambem para as pessoas prejudicadas.Que Deus venha ajudar essas famílias !!!

  • Zero 2 | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 14h59
    6
    0

    E o caso do agente da sefaz, José Gervásio ( o Juquinha ) vai ficar na impunidade também? Onde esse cabo o matou e matou á mando de sua esposa e do amante dela e depois matou também o amante dela Claudeci da Silva Aires como queima de arquivo onde envolve um parente da vítima muuuito influente na justiça...

  • ZERO 1 | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 14h09
    10
    0

    e a família lima do caso lá mané aonde morreram pai filho e sobrinho e a esposa levou 9 tiros na região do pedra 90 em 2001 não deu nada até hoje como fica.em morrerem Manoel Sebastião de lima e Manoel Sebastião de lima Júnior e José Davi de Lina Rodrigues e seu a esposa Ivone do socorro não vai ter justiça do homem.

  • linguiça | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 11h35
    17
    2

    pagando pra ver se a justiça terá peito pra mandar prender essa familia ou se renderá pelo bolso e dará absolvição dizendo que o crime já está prescrito. bem a cara da justiça brasileira. corrupta, tem lado, lado que paga melhor ganha a causa, como morto não paga a causa ta ganha pelos Marchett e viva a justiça do Brasil.

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