Polícia Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 12h:15 | Atualizado:

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R$ 100 MILHÕES

Fazendeiro mandou matar advogado por "amizade" com desembargador, garante PC-MT

Em domiciliar, Aníbal desapareceu com celular

LEONARDO HEITOR
Da Redação

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O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que a motivação para a morte do advogado Roberto Zampieri foi uma suposta amizade da vítima com um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo o policial civil, o empresário e produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, indiciado como mandante do crime, acreditava que poderia perder uma ação judicial por conta da "proximidade" entre o jurista e o magistrado.

Roberto Zampieri foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, em frente ao seu escritório no bairro Bosque da Saúde, na Capital. Ele estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingido pelo executor com diversos tiros de pistola calibre 9 milímetros.

O atirador, identificado como Antônio Gomes da Silva, de 56 anos, foi preso na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Também foram presos o instrutor de tiro, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suspeito de intermediar o crime, e dono da arma usada no crime, além do coronel do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que teria financiado o homicídio.

Anibal Manoel Laurindo, indiciado como mandante do crime, foi preso pelo crime no dia 11 de março, mas foi solto apenas cinco horas depois, após a audiência de custódia. Hoje, ele cumpe prisão domicliar em Rondonópolis.

Aníbal Manoel Laurindo foi apontado pelos investigadores como sendo o mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri. Além dele, sua esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, e seu irmão José Vanderlei Laurindo também são suspeitos de terem mandado matar o jurista após uma disputa de terra, na qual perderam uma fazenda, no valor de R$ 100 milhões, em Paranatinga.

No entanto, apenas o produtor rural foi indiciado pelo crime. A Polícia Civil já havia indiciado, anteriormente, o pedreiro Antônio Gomes da Silva, de 57 anos, Hedilerson Barbosa, de 53 anos, que é instrutor de tiros e o coronel do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini, de 68 anos.

Todos eram moradores de cidades em Minas Gerais, foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) e viraram réus numa ação penal que tramita sob sigilo na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. De acordo com a DHPP, ficou comprovado o vínculo de Aníbal Manoel Laurindo com o coronel do Exército, que também teve sua ligação com os demais envolvidos no crime comprovada.

“No final da investigação, foi identificado e falo com 101% de certeza e, por este motivo o indiciamento, de que foi Aníbal Manoel Laurindo quem mandou matar o advogado Roberto Zampieri. Existia uma disputa de uma terra, em Paranatinga, e neste processo cível, as datas são muito coincidentes. No próprio celular do coronel Caçadini, encontramos imagens desta ação judicial. A vítima entrou no processo com um pedido de produção de provas e, no mesmo dia, foi feita uma foto, com endereço do escritório dele. Temos várias provas objetivas e subjetivas”, afirmou o delegado.

A propriedade, segundo o delegado, está avaliada em R$ 100 milhões e o imbróglio se deu porque, na prática, as fazendas de Anibal e Vanderlei, na verdade, seriam uma só. Também foi apontado que Caçadini já teria atuado, enquanto militar, na Brigada de Rondonópolis, o que resultou na proximidade do financiador com o mandante.

CELULAR E SUSPEIÇÃO

A mesma ideologia política de ambos também contribuiu para o contato dos dois. O delegado afirmou que um novo pedido de prisão de Anibal Manoel Laurindo caberá ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), revelando ainda que o celular do produtor rural não foi encontrado, o que acabou prejudicando as investigações.

Ele apontou ainda que a motivação do crime seria uma suposta proximidade de Zampieri com um magistrado do TJMT. “Os mandantes acreditavam que existia uma proximidade do advogado com um desembargador, mas esta é a motivação. Em relação a uma investigação sobre isso, aí cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eles acreditavam em uma influência do Zampieri e pensaram que poderiam perder a ação de uma forma espúria. A desconfiança é sobre uma suposta amizade e houve até um pedido de suspeição, o que foi negado pelo magistrado”, disse.





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Comentários (6)

  • pelo fim da aposentadoria compulsória

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 18h31
  • tinham 1000% de certeza agora já tem 101%, cheguem aos vendedores de sentença então vamos ver se dessa vez aparecem, a punição á aposesntadoria receber sem trabahar, deputados, Emanuelzinho, Jaime , Welgton vamos mudar essas leis, estamos esperando faz tempo
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  • Otavio

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 17h27
  • Esse tal de TRAFEGO DE INFLUÊNCIA no TJMT já é recorrente e vem fazendo vítimas, quem será a PROXIMA VITIMA???? Isso vai continuar até quando???? O que é mais perigoso TJMT ou MAFIA ITALIANA ou NARCOTRAFICO COLOMBIANO???
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  • JOSEH

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 15h59
  • Aníbal pode nem ser o mandante. Lembram do Leopoldino, pois é.
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  • Evangelista

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 13h25
  • agente já viu advogado sendo assassinado por denunciar vendas de sentenças a vários anos em MT, só gente boa no Tj, não pode nem denunciar essa máfia
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  • Cidadão Atento

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 13h24
  • PARABÉNS à Polícia Civil, ao Delegado Nilson Farias e sua competente equipe, que fizeram excelente trabalho, ao desvendar rapidamente esse homicídio. Agora, aguardemos o CNJ fazer uma devassa no TJMT e expurgar esses maus magistrados, que se apropriam dos cargos públicos que ocupam e mancham suas togas (não são todos, mas há maçãs podres, e isso é de conhecimento público). PS.: que a PJC desvende também, e rapidamente, o assassinato do advogado Renato Nery. A sociedade precisa de respostas.
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  • João Batista

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 13h00
  • A polícia já deu tanta versão referente a esse crime que não dá mais pra acreditar em nada
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