21 de Outubro de 2019,

Polícia

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Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2019, 22h:40 | Atualizado:

RELAÇÃO RUIM

Filho diz que enfermeira e padrasto discutiam muito

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O filho da enfermeira supostamente morta a mando do marido, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, declarou, a quarta-feira (9), que a relação entre a mãe e o padrasto não estava boa. O rapaz foi quem identificou o corpo encontrado na terça-feira (8), em um córrego, como sendo de Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, que estava desaparecida desde o dia 27 de setembro.

"Ele [padrasto] me ligava toda semana e dizia que relação deles estava bem e que parecia que tinham começado a namorar 'ontem'. Mas, eu sabia dos dois lados da história e sabia que para a minha mãe não estava bom", disse o rapaz que prefere não se identificar.

As investigações da Polícia Civil apontam que constantes discussões entre o casal teria motivado o crime, que teria sido encomendado pelo marido e executado por um policial militar, que estava afastado do cargo.

Marcos Vinicius Pereira Ricardi, de 26 anos, trabalhava como entregador em um estabelecimento comercial da família. Ele também começou a trabalhar com o filho de Zuilda poucos dias antes do crime.

"Ele trabalhava com meu padrasto há bastante tempo. Comigo, tinha começado a trabalhar mais ou menos uma semana antes do crime. Ele dizia que queria outro trabalho porque estava em processo de demissão na PM e precisava trabalhar para pagar faculdade e pagar pensão para o filho dele", contou o filho da vítima.

Marcos Vinícius foi preso esta semana e teria confessado o crime. Ele teria dito que a intenção era dar um susto nela, mas a situação teria saído de controle.

O corpo

O militar afastado teria indicado onde teria ocultado do corpo de Zuilda, dentro de uma tubulação de esgoto, próximo a um centro de eventos do município. No entanto, a vítima foi encontrada a cerca de 1,5 quilômetros do local apontando pelo suspeito, em um córrego.

Segundo a polícia, o corpo estava em estágio avançado de decomposição, sem um dos braços e sem a cabeça. Porém a família reconheceu as roupas de Zuilda.

Até a prisão do policial, a vítima era considerada desaparecida. Inclusive, o marido dela, Ronaldo da Rosa, suspeito de ter encomendado do crime, teria registrado um boletim de ocorrência, um dia após o suposto desaparecimento.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Ronaldo após a confissão de Marcos Vinícius. Entretanto, ele está foragido.

Versão do marido

Na denúncia feita à polícia, Ronaldo informou que convivia com Zuilda há cerca de 10 anos. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão.

Como ele estava trabalhando com a venda de espetinhos, na região central da cidade, a deixou em casa por volta de 19h e voltou ao trabalho. Mais tarde, como a mulher não apareceu no espetinho, ele retornou à residência para verificar o que havia ocorrido.

Ronaldo constatou que a mulher e o veículo da família não estavam no local. Com isso, ele relata no boletim de ocorrência que imaginou que ela poderia estar na igreja e retornou para o trabalho.

Horas depois ele encontrou a caminhonete estacionada em frente da casa e trancada.

Ele disse ter entrado na casa, percebido que no quarto faltavam algumas roupas da mulher e dinheiro. E, então, afirmou ter pego a chave reserva, foi até o veículo e constatou sinais de manchas com sangue e fios de cabelo.

O marido disse ainda que estacionou a caminhonete no quintal e que o filho de Zuilda tentou achar o telefone dela e a localização apontou a própria casa da família, mas o aparelho não foi encontrado.

 

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