Polícia Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h:19 | Atualizado:

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Juízes de MT negam pedido para julgar tenente acusada pela morte de aluno na esfera militar

 

IANARA GARCIA
TVCA

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Durante oitivas de testemunhas do inquérito que apura da morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, em aula prática, em 2016, realizadas na Vara Criminal da Justiça Militar, nesta segunda-feira (15), em Cuiabá, o Conselho de Juízes rejeitou o pedido da defesa para que Izadora Ledur fosse julgada apenas na esfera militar.

O pedido foi negado porque o conselho entendeu que, quando Rodrigo morreu, o crime de tortura era, exclusivamente, competência da Justiça Comum. A tenente Isadora Ledur é acusada de, por meio de tortura, ter ocasionado a morte o aluno Rodrigo, por afogamento, durante uma aula prática.

Entretanto, um relatório do Conselho de Justificação do Corpo de Bombeiros concluiu que a tenente é inocente das acusações. Uma das testemunhas ouvidas nesta segunda, o coronel João Rainho, ex-coordenador do curso de salvamento aquático, afirmou que a conduta da tenente como instrutora do treinamento, como fazer pressão psicológica, é considerada normal e não teria causado o afogamento do aluno.

Essa foi a primeira audiência com as testemunhas de defesa da tenente, outras estão marcadas para a próxima semana. O depoimento de Ledur está previsto para o dia 30 deste mês.

A tenente responde criminalmente pela morte do aluno e foi monitorada por tornozeleira eletrônica por três meses. Em outubro do ano passado, ela conseguiu na justiça o direito de suspender o monitoramento eletrônico, com a retirada do equipamento.

A ação que tramita na Justiça, de autoria do Ministério Público Estadual (MPE), tem a tenente como ré pelo crime de tortura. Além dela, outros cinco militares dos bombeiros foram denunciado

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. “Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso ”, como consta na denúncia.

Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.





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