Polícia Sexta-Feira, 03 de Maio de 2019, 17h:10 | Atualizado:

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CONEXÃO CRÉDITO PODRE

Justiça acata denúncia e mantém prisão de acusado de matar empresário suspeito de sonegar R$ 140 mi em Cuiabá

Esposa de Adão Joasir Fontoura, Dayane Pereira Pimenta, também figura como ré no processo

RODIVALDO RIBEIRO
Da Redação

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wagner morte

 

O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, converteu em prisão preventiva a prisão temporária de Adão Joasir Fontoura, apontado como executor do empresário Wagner Florêncio Pimentel na Avenida Brasília, do bairro Jardim das Américas, logo após deixar o shopping, no dia 09 de fevereiro.

Fernandes também acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a esposa de Adão, Dayane Pereira Pimenta, mas como esta tem filho menor de 12 anos, responderá ao processo em liberdade, submetida a medidas cautelares diversas. Os dois são os únicos réus apontados pelo inquérito que apura o crime.

Wagner foi um dos alvos da Operação Crédito Podre, deflagrada pela Polícia Civil em 2017 para desvelar fraudes na comercialização interestadual de grãos, com sonegação de mais de R$ 140 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Recebo a denúncia ofertada pelo representante ministerial (...) e determino a citação dos acusados para, querendo, apresentarem resposta à acusação no prazo de 10 dias nos termos do art. 406 do Código de Processo Penal. Advirtam-se aos denunciados de que, em sua respostas, poderão arguir preliminares e alegar o que interesse à defesa, oferecer documentos e justificações, especificar provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo suas intimações, quando necessário”, escreveu o juiz, que também determinou, caso eles não apresentem nenhum advogado, a Defensoria Pública de Cuiabá para representar o casal agora acusado de homicídio qualificado.

No entendimento do magistrado, a prisão e denúncia de Adão Joasir Fontoura se justifica pelo fato de, além de polícia apontá-lo como algoz de Wagner, há provas substanciais do cometimento do crime, pois a investigação apontou que era ele quem pilotava a motocicleta com a qual se aproximou e efetuou os disparos contra o empresário e isso depois de ter negociado diversas armas pelo WhatsApp, inclusive com áudios gravados, dos quais “se extrai que o mesmo tem certo conhecimento do poder de fogo dos citados revólveres e afins”.

Além disso, está documentado nos autos que o denunciado fez um estudo detalhado da rotina da vítima, de modo a esperar a melhor oportunidade para cometer o homicídio com esmero e articulação. “Primeiro fez parecer se tratar de um simples passeio familiar e, logo em seguida, usou de artimanha para trocar de roupas e de veículo de locomoção, a fim de que não fosse levantado suspeitas em seu desfavor”.

Também pesa contra ele laudo da perícia feita pelos agentes da Polícia Civil em seu aparelho celular apontando foto do carro, da placa e do próprio Wagner. Para o magistrado, algo comum à vida de Adão, “vez que sua ficha criminal é extensa, bem como não é a primeira vez que tem seu nome envolvido em crimes contra a vida”. Ele se refere a outra passagem pela polícia por um homicídio em janeiro de 2002,  cuja vítima foi o o médico César dos Santos Brambila.

“Diante de todo este quadro processual, tem-se que a prisão do denunciado é medida pertinente, visto que há indícios de autoria em seu desfavor, motivo pelo qual fora a denúncia recebida, bem como o modus operandi empregado para o cometimento do crime é engenhoso, pois demonstrou que Adão se preocupou com os mínimos detalhes, escolheu o melhor instrumento e a melhor oportunidade para atacar a vítima. Alia-se a isto tudo os seus antecedentes, os quais declaram que o denunciado é voltado à prática criminosa, podendo desta forma intimidar testemunhas e atrapalhar o andamento processual”.

Ademais, continuou o juiz, ainda que não foi identificado e localizado o terceiro suspeito de participação no assassinato: esse homem teria levado a moto até Adão, que chegou ao shopping na companhia da esposa de carro, simulou uma quebra deste e “passeou” pelo local, na verdade, se disfarçando pra acompanhar os passos do empresário, à espera do melhor momento para dispara cinco vezes com uma pistola 9mm contra ele.

Como bem apontou o magistrado, até hoje não se descortinou a motivação nem os mandantes do crime. “Assim, a liberdade do denunciado representa sérios riscos a esta instrução processual, posto que como já frisado, o mesmo é voltado à pratica delitiva, podendo tumultuar a instrução processual, não se revelando suficientes medidas diversas da prisão”.

OUTRO CRIME

Em outra ação da DHPP, foi cumprido o mandado de prisão por condenação em desfavor de Joel do Nascimento Filho, 35. O suspeito foi condenado a 12 anos de prisão pelo homicídio de Vanderlei da Silva, em setembro de 2002.

O crime ocorreu no interior de um bar, denominado “Seu Marcos”, localizado na Avenida Principal do bairro Jardim Itapajé, em Cuiabá. Segundo informações, o autor efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima que se encontrava no interior do estabelecimento.

O crime teria sido motivado pelo fato de a vítima ter agredido seu irmão mais novo, vindo a quebrar a sua perna e desferido tapas em seu rosto, aliado a desavenças anteriores entre ambos.





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Comentários (1)

  • J?lio C?sar

    Sexta-Feira, 03 de Maio de 2019, 17h53
  • Esse Adão não é aquele carcereiro que matou o médico lá no bairro Santa Cruz ele é um ex PM
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