09 de Dezembro de 2019,

Polícia

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Segunda-Feira, 08 de Julho de 2019, 13h:35 | Atualizado:

COPADA NA VALLEY

Justiça mantém prisão de corretor que agrediu mulher em boate de Cuiabá

Anderson Rogério Pinto, de 42, agrediu a ex-esposa no último sábado no Valley Pub, na Capital

VALLEY

 

O corretor Anderson Rogério Pinto, de 42 anos, vai permanecer preso na carceragem da Delegacia da Central de Flagrantes, na Capital. A Justiça negou um pedido de habeas corpus interposto por ele, suspeito de agredir sua ex-esposa na casa noturna Valley Pub, em Cuiabá, na madrugada do último sábado (6).

De acordo com uma reportagem do Olhar Direto, o juiz Emerson Luís Pereira Cajango, ao negar o pedido de liberdade, lembrou que não foi a primeira vez que a vítima sofreu agressões do ex-companheiro. Um inquérito que tramita no município de Sinop (500 KM de Cuiabá) também apura crimes semelhantes ao ocorrido na Valley Pub.

“Registre-se que a forma como os fatos ocorreram com lesão no rosto da vítima recomendam a segregação cautelar, pois crime dessa natureza exige postura firme do Estado frente às práticas criminosas envolvendo o público feminino, com resultado de lesão corporal e que, se colocado em liberdade antes do julgamento criminal poderá fragilizar a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão.

A defesa de Anderson Rogério Pinto argumentou que sua prisão na carceragem da Delegacia da Central de Flagrantes era ilegal. Os agentes penitenciários encontravam-se numa paralisação de 72 horas em razão da morte de um colega servidor, ocorrido no dia 30 de junho deste ano.

O juiz Emerson Luís Pereira Cajango, entretanto, negou a soltura do corretor, e determinou que ele fique preso até a realização de uma audiência de custódia no primeiro dia útil após o término da paralisação dos agentes penitenciários.

“Determino que o autuado permaneça na carceragem da Delegacia de Central de Flagrantes de Cuiabá/MT, à disposição da justiça, para que seja apresentado em Audiência de Custódia, no primeiro dia útil após o término da paralisação”.

A mulher agredida por Anderson Rogério Pinto é sua ex-esposa. O casal manteve um relacionamento amoroso por 19 anos, e possui três filhos. O boletim de ocorrência revela que o “homem” feriu a ex-companheira com um copo.

 

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Comentários (1)

  • Paulo Mattos | Segunda-Feira, 08 de Julho de 2019, 17h43
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    Provavelmente ele seja liberado na Audiência de Custódia, se já não o foi. Na minha concepção, indivíduos dessa espécie são periculosos, na medida em que ignorantes. Colocam,na cabeça que a ex-mulher ou companheira é propriedade privada dele e lhe deve obediência pelo resto da vida, não podendo e nem devendo, em hipótese alguma, ao menos pensar em livrar-se de seu jugo, da sua ignorância, da sua covardia e das suas agressões físicas, morais e psicológicas. Um indivíduo dessa espécie deve permanecer preso, porque representa um perigo iminente à pessoa a quem ele se julga proprietário e não existe, na idéia desses indivíduos, Medida Protetiva alguma que o impeçam de matar aquela que o rejeita, exatamente por não possuir a qualidade de verdadeiro ser humano. O feminicidio começa com um empurrão, um tapa, depois um soco, depois uma tentativa de homicídio com severas lesões corporais, até o feminicídio propriamente dito. É uma ação progressiva e os fatos às centenas tem comprovado isso. Indivíduos dessa espécie não podem viver e nem conviver em sociedade. É um perigo. Vamos salvar as mulheres desses monstros.

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