Polícia Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 12h:59 | Atualizado:

Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 12h:59 | Atualizado:

BULLYING

Menina agredida até desmaiar contou à mãe que sofria racismo

 

Yuri Ramires
Gazeta Digital

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Já fazia alguns dias que a mãe de uma aluna da Escola Estadual Leônidas Antero de Matos, no CPA 3, notou a mudança de comportamento na filha de 8 anos. Ela reclamava que não queria mais ir à escola, chegou a relatar alguns episódios de bullying, mas a mãe não imaginava a proporção das agressões até a última sexta-feira (14). Assim que ela chegou em casa, foi surpreendida com um vídeo gravado dentro do banheiro da unidade escolar, onde a filha aparece sendo agredida por duas meninas. Ela até tenta se defender, mas acaba desmaiando.

Racismo teria motivado as agressões. À mãe, a menina contou que vinha sendo alvo de piadas por conta do seu cabelo e da sua pele. As agressoras falavam que ela era ‘neguinha do cabelo pixaim’, que ela era feia, que faziam piada com a cor da pele dela.

A mãe – que não será identificada para preservar a imagem da menor –, contou que chegou em casa de noite, depois de um dia de trabalho, e já foi abordada pelas duas filhas. “Elas chamaram eu e meu marido e contaram o que tinha acontecido, também já mostraram o vídeo. Nós ficamos em choque e já procurei a polícia no dia seguinte”, disse.

Caso já está sob os cuidados da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). Os pais da menina também procuraram o Conselho Tutelar, que foram informados que não receberam nenhuma chamada da direção da escola. “Me deixou sentida que, um caso como esse, não teve uma notificação aos pais, nem mesmo ao conselho”.

A mulher afirma que durante o sábado (28) recebeu vários vezes o vídeo da agressão. Esperou por um posicionamento da direção do colégio, que não veio nem naquele dia, nem no domingo (29). Já na segunda (30), ela foi com o marido na escola e pediu a transferência das filhas.“Perguntaram quem eram minhas filhas, aí eu disse que uma delas foi a que aparecia sendo agredida no vídeo, aí eles ficaram quietos, não falaram nada”.

‘Só liga quando falta’

No dia em que a agressão aconteceu, a irmã mais velha da vítima estava na quadra da escola durante uma apresentação. Ela recebeu o vídeo, reconheceu a irmã e tentou sair para ajuda-la. “Ela foi contida, disseram que não podia sair da quadra e que já tinham resolvido”, lembrou a mãe.

Mas, na segunda, ela percebeu que a situação parecia ter sido esquecida. “Uma cena dessas, de violência, sequer foi registrada em ato. Os pais das crianças envolvidas não foram comunicadas, eu não fui comunicada, meu marido também não recebeu nenhuma ligação da escola. Não tem um procedimento padrão?”, desabafa.

A diretora afirmou que tinha visto o vídeo em rede social, mas que ainda não tinha tomado nenhuma medida. A mãe lembra que ela ainda chegou a pedir o nome das crianças que estavam no vídeo, mas a questionou como gestora, que era o trabalho dela fazer a identificação e punir as agressoras.

“A escola me liga quando minhas filhas faltam, mas não é capaz de me ligar quando ela é agredida, quando está desmaiada e já pensou se estivesse morta?”.

Outro lado

Reportagem entrou em contato com a escola, mas foi informada que o assunto está sendo tratado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Já o órgão emitiu uma nota, afirmando que está tomando providências e realizando atividades orientativas e preventivas.

Confira a nota na íntegra

"Em relação a casos relacionados a brigas entre alunos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) esclarece que a Diretoria Regional de Ensino (DRE) e o Núcleo de Mediação da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional tomam as providências que incluem palestras de orientação, além de dinâmicas junto aos estudantes e professores como ação orientativa e preventiva. Providências também são tomadas pela direção da unidade escolar junto à família e à Polícia Civil, no sentido de identificar os envolvidos."

 





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Comentários (10)

  • Tereza

    Quinta-Feira, 02 de Junho de 2022, 09h52
  • Total falta de responsabilidade dos gestores da escola, teriam que expulsar as agressoras da escola, comunicar os pais e denunciar ao Conselho Tutelar, depois não querem que falam de escola pública, esse é um dos vários casos que vem acontecendo nas escolas
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  • Cuiabano

    Quinta-Feira, 02 de Junho de 2022, 08h13
  • Eu vendo uma matéria dessa, confessa que isso embrulha até meu estômago! Não sou dono da verdade, vendo um absurdo como esse, sobra até para o meu filho, sempre converso com ele e oriento, vc está indo na escola pra estudar, respeite as pessoas, seja qualquer um, classe social, cor, religião, pq se um dia vc me decepcionar, eu pego vc de pau, e graças a Deus ele nunca me decepcionou! Mais se eu fosse o pai dessas meninas agressoras, eu juro por Deus que eu pegaria elas, levaria lá na escola e daria uma surra nela, mais pra passar vergonha mesmo! Os pais estão esquecendo de educar seus filhos, que mundo estamos vivendo, cada dia que abrimos um site de notícias deparamos com cada coisa cabeluda! Eduquem seus filhos, pq se não fizerem isso o mundo educa, só que de outra maneira.
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  • Maria

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 21h09
  • Se fosse com,a minha filha, essas duas vagabundas,iriam pedir pra não ter nascido,pq enquanto eu não acabasse com a vida delas eu não iria sossegar, podem ter certeza disso, nem que eu tivesse que passar o resto da minha vida na cadeia.pronto falei.
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  • JHOY

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 19h33
  • RYAN, QUEM SABE NO FUTURO, POR QUALQUER UM OUTRO MOTIVO TORPE, A VITIMA POSSA SER VOCE, OU UM ENTE QUERIDO SEU , TIPO, UM FILHO, FILHA, SOBRINHO, SOBRINHA, IRMÃ, AI VOCE IMBECIL, TERÁ A OPORTUNIDADE DE CLASSIFICAR O FATO COMO UM ASSUNTO LEGAL, BACANA, SEM MIMIMI.
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  • Júlio cpa 2

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 19h02
  • As pessoas precisam corrigir seus filhos a respeitarem o próximo, ir a escola pra aprender e no caso aí desses capeta que fizeram isso com a menina merecem levar um chicote bom, pai e mãe corrigir fortemente chegar o pau mesmo pra educar! Esses capetas crescem vira bandidos pra depois ilustra o noticiário polícial.
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  • Alzite

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 17h44
  • Hoje delinquentes juvenis; amanhã, se não houver corretivo, tornarão criminosas se acham melhor superior a outras, superior em crimes, duas vagabundas isso sim
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  • INDIGNADA

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 16h15
  • a verdade é que não existe preparo, as pessoas fazem concurso e mal sabem administrar a própria vida quiçá várias vidas . . COVARDES TODOS..... TENHO VERGONHA DESSA SOCIEDADE RACISTA.... ADOLESCENTES MÁS , JÁ MOSTRA QUEM SERÃO.....QUEM DEU "EDUCAÇÃO" A ESSES SERES? REVOLTANTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE. ESCOLA VÃO SE PREPARAR MELHOR PRA GERIR GENTE... PRA PROTEGER, VCS PROTEGEM QUEM MERECE SER PUNIDO.... RIDICULOOOOOOOOOOOOOOOOOO PÉSSIMO PAPEL ESCOLAR .............
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  • CANHÃE

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 15h16
  • CONSELHO TUTELAR É APENAS E SOMENTE...PRA ATRAPALHAR A EDUCAÇÃO DOS PAIS,E PRA DENUNCIAR PAIS QUE DEIXAM SEUS FILHOS ADOLESCENTES TRABALHAR..MESMO EM CASA.
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  • Ryan

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 13h53
  • mimimimimi assuntinho que ja ta chato, tudo agora é pela cor kkkkkkkkkkkkkkkkk....floquinho de neve.
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  • Daniel

    Quarta-Feira, 01 de Junho de 2022, 13h42
  • Falta de responsabilidade dos gestores. Onde estava a diretora ou coordenador dessa escola que não tomaram providências, esses terão que ser responsabilizados e as pessoas que a agrediram tbm
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