19 de Agosto de 2019,

Polícia

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Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 03h:27 | Atualizado:

Mulher que teve mãos arrancadas pelo marido sonha com próteses em MT


Gazeta Digital

Aos poucos Geisiane Buriola da Silva, 33, tenta retomar a vida normal. Hoje ela mora sozinha, faz as tarefas domésticas como pode e já consegue assinar o próprio nome. Atividades simples até o abril de 2017, data que jamais vai esquecer, mas que se tornaram de grande dificuldade depois que o então companheiro decepou suas duas mãos, num ataque de fúria que por pouco não terminou em morte. Agora o maior sonho da mulher é conseguir próteses para as mãos e pede ajuda para realizá-lo. “Já fizemos vaquinha on line, mas o dinheiro não foi o suficiente. Tentamos pelo Estado, mas ainda não tivemos reposta. Estamos pedindo para todos ajuda para que eu consiga essas próteses, que são hoje meu maior sonho”, conta a mulher. Um mão biônica custa cerca de R$ 250 mil e possibilita todos os movimentos dos dedos.

Geisiane tem dois filhos, um menino de 13 e uma menina de 8, que vivem com os pais, em Campo Novo do Parecis (389 km de Cuiabá). Muitas atividades burocráticas são resolvidas pela mãe, Maria Buriola, que possui procuração para tanto.

Em sua casa, Geisiane limpa, cozinha e se alimenta sozinha “mas é complicado, é comum me queimar, porque não tem firmeza para segurar as coisas”, conta a mulher.

Após o ataque que a feriu também por todo o corpo, Geisiane ficou internada por mais de um mês em Cuiabá. Quando voltou para sua cidade natal, ela passou por psicólogos e fisioterapeutas, mas hoje não faz nenhum desses acompanhamentos.

Na época, também ganhou próteses, mas era de plástico rígido e quebraram na primeira vez que a mulher tentou usá-las. “Os dedos não mexiam e eu não conseguia fazer nada com elas. Fui tentar andar de bicicleta e elas quebraram. Quero mãos que me permitam fazer minhas coisas, que eu consiga me adaptar. Elas são muito caras e não temos condições de comprar”, afirma.

Hoje, a mulher sobrevive com auxílio de R$ 998 que recebe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O dinheiro mal dá para pagar aluguel e se alimentar. “Tem mês que não consigo fazer compras com esse dinheiro”, afirma.

Além da prótese, ela precisa também de doações de alimentos, produtos de higiene todo tipo de produto para casa. Quem puder ajudar a mulher pode entrar em contato pelo telefone (65) 98462-7121.

Em 10 de abril de 2017, Gesiane e o então companheiro Jair da Costa tiveram uma discussão e o homem passou a agredi-la. Depois pegou um facão e a atacou, cortando a mulher, inclusive as mãos. A vítima foi socorrida por vizinhos, que a encaminharam para o hospital, junto com as mãos, mas não houve jeito de implantá-las novamente.

O homem foi espancado por populares e preso pela Polícia Militar, desde então ele está preso em Campo Novo do Parecis. Na semana passada, Jair da Costa foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão por tentar matar a companheira. Em foi submetido a júri popular e não pode recorrer em liberdade.

Para Geisiane, a pena é branda pelo dano que ele causou na vida da companheira. “A Justiça não vai fazer eu ter minhas mãos de volta. Eu achei pouco a condenação, mas confio em Deus e ele nunca falha”, declara.

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