22 de Fevereiro de 2020,

Polícia

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Quinta-Feira, 30 de Outubro de 2014, 07h:38 | Atualizado:

CASO ROCKEMBACH

Polícia descarta homicídio e considera acidente morte de empresário

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Em depoimento prestado à Polícia Civil, as jovens Izadora Vieira e Tatiana Cortezi, que estavam com o empresário Thiago Rockenbach, no dia da sua morte no Lago do Manso, afirmaram ter ingerido bebida alcoólica momentos antes do acidente, mas negaram embriaguez. O delegado responsável pela investigação, Diego Alex Martiniano, afirmou que a versão das testemunhas não foge muito da versão já apresentada pela imprensa.

Ele frisou que até o momento não há indícios de que o episódio seja configurado como crime. “Pelos depoimentos, que não estão divergentes, não há nenhum elemento criminal. Ao que tudo indica, trata-se mesmo de um acidente”, explicou o delegado, que aguarda a conclusão de um laudo pericial para encerrar o caso. 

Segundo Martiniano, os três decidiram ir para o Manso, mas chegando lá, Thiago se deu conta que estava sem a licença para pilotar a lancha, sendo assim, precisou passar por um tramite na Marinha do Brasil, para ser autorizado. “Esse processo demorou um pouco, e segundo as testemunhas, eles só conseguiram sair com as embarcações por volta das 17 horas”, ressaltou o delegado. Depois disso, Thiago e uma das meninas, andaram de jet ski por aproximadamente 30 minutos. 

Elas ressaltaram que na lancha só tinha um colete salva vidas, e foi utilizado pela menina que estava na garupa da moto aquática. Meia hora depois, quando o tempo começou a fechar, eles se aproximaram da lancha, onde estava a outra amiga. Thiago saiu, e a outra garota, entrou na água para subir na lancha pela escada lateral, mas não conseguiu devido à força das ondas. A amiga, ao avistar o desespero, pulou na água para salvá-la.

Foi quando o pior aconteceu. “Elas disseram que Thiago deu partida na lancha, mas ela não ligou, e diante dos gritos de socorro, e cada vez mais longe da embarcação, ele pulou para ajudá-las, e elas não o viram mais”, disse o delegado. 

As meninas se apoiaram no colete em que uma delas usava, e ficaram à deriva, até que conseguiram chegar à praia, por volta de umas 20h da noite. O uso de bebida alcoólica foi confirmado pelas jovens, mas segundo elas, não houve tempo para que ficassem embriagados. “Realmente, se eles conseguiram sair com as embarcações às 17h, e o episódio aconteceu 18h, não deu tempo de beber muita quantidade”, disse. 

As meninas foram resgatadas no outro dia, por volta do meio dia, após avistarem uma embarcação, e nadarem em sua direção pedindo por socorro. Elas só ficaram sabendo do desaparecimento do amigo, horas depois. 

O corpo de Thiago foi encontrado por um grupo de amigos na quarta-feira (22), após quatro dias de desaparecimento. A Marinha do Brasil também apura as causas da suposta falha na lancha. 

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