14 de Novembro de 2019,

Polícia

A | A

Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 20h:23 | Atualizado:

15 ANOS DEPOIS

Polícia prende acusado de participar de morte de advogada e filho em Cuiabá

Benedito Costa Miranda teria feito ligação entre delegado mandante do crime e menor

assassinoadvogada.jpeg

 

Benedito Costa Miranda, de 47 anos, suspeito de participar do assassinato da advogada Marluce Maria Alves, 53 anos, e do filho dela, Rodolfo Alves Lopes, de 24 anos, em 2004, foi preso na tarde dessa terça-feira (22), nas imediações da ponte Sérgio Motta, em Cuiabá. Ele estava com mandado de prisão em aberto.

O caso ficou conhecido como 'Shangri-la", nome do bairro em que mãe e filho foram mortos, no dia 18 de março de 2004. Benedito teria contratado pelo delegado Edgard Fróes para cometer o crime. Entretanto, teria cooptado um adolescente de 17 anos para cumprir o combinado no lugar dele.

De acordo com o autos, o adolescente foi levado até a residência das vítimas por um motoqueiro identificado como Hildebrando Passos. Ele entrou na casa e matou Marluce e Rodolfo com um tiro na nuca.

Benedito e Hildebrando foram julgados como co-autores dos homicídios. Entretanto, Benedito estava foragido. O acusado foi preso após uma equipe de ronda receber será encaminhado para a Polinter.

O G1 não conseguiu contato com a defesa do acusado.

O caso

De acordo com inquérito conduzido pela Polícia Civil, as mortes teriam sido encomendadas pelo delegado Edgard Fróes. Tudo teria começado por causa de uma dúvida de R$ 32 mil, que Marluce tinha Trajano Souza Filho. O montante era resultado de vários empréstimos feitos pela advogada.

Ainda segundo as investigações, por não conseguir receber, Trajano teria feito várias cobranças com o intuito de intimidar Marluce. Diante das cobranças, o filho da advogada foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

O delegado Fróes era conhecido de Marluce e propôs um acordo entre ela e Trajano. Os três assinaram um contrato por escrito em que foram estipulados valores e datas para que os pagamentos fossem realizados.

No dia em que o acordo foi assinado, a advogada pagou R$ 6 mil para Trajano, além de entregar dois cheques no valor de R$ 5 mil, cada. O restante seria pago em três parcelas que seriam entregues ao delegado.

Na data combinada, Marluce teria pago as três prestados restantes a Fróes. Ele se comprometeu e entregar o dinheiro a Trajano e assinou recebido para comprovar o pagamento. Entretanto, o delegado não teria entregado o dinheiro a autor dos empréstimos.

Sem receber, Trajano ligou para o delegado. Fróes disse que a advogada estava demorando para quitar a dívida. No entanto, ao ser cobrada, a Marluce afirmou que havia entregue os valores ao delegado, conforme combinado.

A advogada teria procurado Fróes e ameaçado denunciá-lo à Corregedoria da Polícia Civil. Sem dispor do dinheiro para quitar a dívida, o delegado teria tentado um empréstimo, mas como não conseguiu, arquitetou um plano para matar a advogada.

No dia 18 de março de 2004, Marluce e Rodolfo Alves foram rendidos pelo adolescente armado, na da família que ficava na rua Tóquio, no Bairro Shangri-lá, em Cuiabá.

 

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • Descrente | Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 21h57
    15
    0

    Quanto erro de digitação nesta matéria folhamax!

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS