Política Domingo, 28 de Abril de 2019, 09h:20 | Atualizado:

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DEFESA DAS CATEGORIAS

AL irá contrapor "demonização" do servidor em MT

 

Da Redação

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A Assembleia Legislativa instalou, na manhã de hoje (23), a Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos. A Frente vai trabalhar em parceria com o Fórum Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. De acordo com o coordenador-geral da Frente, deputado João Batista (PROS), o número de servidores em todos os Poderes é de cerca de 135 mil.

A Frente Parlamentar tem um prazo de dois anos para concluir os trabalhos, que podem ser renovados por igual período. No final, será elaborado um relatório das atividades e apresentado ao presidente do Parlamento estadual. Batista disse que a Frente tem a função de interagir com os servidores de todos os Poderes estaduais.

Entre os objetivos para a criação da Frente, de acordo com o coordenador-geral da Frente Parlamentar, está a discussão com os servidores públicos sobre as diretrizes do plano de cargos e carreiras e salários de cada categoria, inclusive as matérias orçamentárias em tramitação na Assembleia Legislativa.

Outra pauta agendada para a discussão está a de planejar as reivindicações do funcionalismo, em conjunto com o Fórum Sindical. Batista disse ainda que a Frente Parlamentar vai chamar à discussão os setores que acusam o Estado de ter excesso de funcionários públicos . “Hoje, por exemplo, há um déficit na Polícia Militar de três mil policiais, e na educação quase 50% dos professores têm contrato temporário”, disse o João Batista.    

João Batista afirmou que as reuniões da Frente Parlamentar serão periódicas e com espaço aberto para que as representações classistas, representantes dos Poderes constituídos e também a sociedade civil organizada, possam participar com sugestões. Segundo ele, o “objetivo do serviço público foi e é de atender a sociedade com qualidade, mas valorizando o funcionalismo público”.

“Há empresa que tem seu programa voltado a valorizar os seus colaboradores, seja em qualificação profissional ou na saúde preventiva do trabalhador. Por isso, não é justo e nem possível ver o governo fazer campanha tão forte discriminando o servidor público”, disse João Batista.

O parlamentar lembrou que o governo iniciou uma campanha na mídia apontando que o maior problema do Estado são os servidores públicos, porque recebem "altos salários", e por isso, não sobraria quase nada para investimentos como, por exemplo, em áreas como saúde e educação.

“É tentar passar para a sociedade que os servidores públicos não produzem, que existe excesso de servidores, que ganham super salários. Se existe supersalários, o governo deveria corrigi-los e não passar à sociedade que todos os servidores são marajás. Isso é desonesto”, afirmou o coordenador-geral.

Em nome do Fórum Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Oscarlino Alves, disse que a Frente Parlamentar vai atender todas as demandas do serviço público como, por exemplo, das leis de carreira, das estruturas físicas e de pessoal. Segundo Alves, em todo o estado existem mais de 30 categorias.

“Na reunião, a Frente já deu abertura para atender as reivindicações de outros Poderes. Um deles são as demandas apresentadas e a criação de um novo sindicato dos servidores da Assembleia Legislativa. A Frente veio para tratar da gestão de pessoas, de remuneração, da revisão geral anual, das leis de carreira e da saúde do trabalhador. O rol de atuação da frente está bastante ampliado”, disse Oscarlino Alves.

Para o sindicalista, o Decreto de calamidade financeira do Estado não foi descartado sem motivo pelo governo federal. “Mato Grosso está com as contas públicas equilibradas. A dívida do estado é controlada, por isso é preciso desmistificar e colocar o estado para rodar e atender a todos. É preciso tratar dos sonegadores, da renúncia fiscal do estado e da Lei Kandir. Mato Grosso é diferente de outros estados, somos exportadores de produtos agrícolas que alimentam outros países. Por isso não está em crise”, disse Oscarlino Alves.

Membro da comissão provisória de fundação do Sindicato dos Técnicos Legislativos do Poder Estadual de Mato Grosso (Sintel/MT), Pablo Gusen, pediu apoio à Frente Parlamentar e aos representantes dos servidores de outros Poderes para a manutenção dos direitos funcionais dos servidores da Assembleia Legislativa.

“A nossa vida aqui não está nada fácil. Muito se fala dos direitos trabalhistas do Executivo e do Tribunal de Justiça, mas aqui está difícil. Por isso pedimos o apoio de outros Poderes e da Frente Parlamentar. Desde o ano passado os nossos direitos estão sendo cerceados por meio de memorando. Isso não tem cabimento”, afirmou Gusen.

Além do deputado João Batista que será o coordenador-geral, a Frente Parlamentar ainda contará com a participação dos deputados Elizeu Nascimento (DC), Delegado Claudinei (PSL), Valdir Barranco (PT), Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB) e Max Russi (PSB).





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Comentários (8)

  • Henrique Dias

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 08h51
  • Enquanto o salário do servidor público for muito acima da iniciativa privada vai continuar sendo uma categoria privilegiada. Enquanto a aposentadoria for diferenciada vai ser privilegiada. Contra fatos não a argumento. Precisamos igualar tudo e acabar com as grandes diferenciações entre trabalhadores.
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  • Ana Chris Couto

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 08h03
  • Estranhão esse comentário aí dizendo que: "A grande maioria é um simples vagabundo que vai ao local de trabalho e quase nada produz! No máximo 25% de sua capacidade e da necessidade!" Sendo assim não teríamos escolas funcionando 200 dias letivos, presídios, não haveria nada funcionando na saúde pública, policiais nas ruas, etc... Complicado né qdo alguém quer fazer parecer que o problema do Estado são os policiais, agentes de saúde, professores e não os próprios deputados, juízes, desembargadores, promotores, assessores parlamentares, etc ,, esses sim detentores de salários astronômicos e que trabalham bem menos proporcionalmente ...
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  • Pacufrito

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 06h35
  • Quando é que estes imorais irão instalar a frente parlamentar em defesa dos cidadões pobres?? dos contribuintes???? das pessoas que morrem nas filas dos hospitais? quando seus imorais, você querem defender que ja é privilegiado. UMA VERGONHA. IMORAIS ESCROTOS.
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  • Contribuite

    Segunda-Feira, 29 de Abril de 2019, 06h22
  • Se equiparar a iniciativa privada mais da metade dos servidores deveriam deixar o serviço público, sem contar o salário em que no Setor Público ganha se o dobro ou triplo, além de uma série de vantagens como anuenio, quinquênio, férias prêmios e lá vai, qualquer dia de comemoração, se faz ponto facultativo, emenda se feriados, tudo uma mil maravilhas, na Assembleia tem até estacionamento coberto para o servidor, enquanto que quem trabalha e produz precisa arrumar um estacionamento distante da Assembleia, sem contar outros órgãos que são a mesma coisa, é uma aberração, o país já quebrou, o Estado também é 95% da nação trabalhando para pagar 5% da população que está no serviço público, é só ver a previdência, onde1 milhão de aposentados no serviço público provocam maior rombo do que 30 milhões da iniciativa privada, uma matemática fácil e simples de fazer, só não enxerga quem não quer ver a situação do Brasil, Estados e municípios, uma aberração, serviços públicos de má qualidade, hoje o empreendedor precisa peregrinar para conseguir um simples documento, muitas vezes, ainda é tratado como bandido e sonegador, claro tem servidores competentes e merecedores e até injustiçado mas é uma parcela muito pequena, o Brasil só vai ser um país gigante e justo o dia que às mesmas regras dos colaboradores do serviço público sejam comparados a iniciativa privada, caso contrário vai virar um caos, uma Grécia, é só ver às mordomias com todo aparato Assembleia gasta meio bi por ano, TCE outra vergonha, luxo, altos salários quando descobre uma diária irregular de um prefeito já faz um estardalhaço na imprensa MP também não é diferente um promotor com todo aparato com alto salário, ajuda de auxílio disso, auxilio daquilo e por aí vai louco para aparecer na imprensa, muito barulho para pouco resultado, enquanto que um pequeno empreendedor, se mata gera 9 a 10 empregos que dá sustentação a família de cada colaborador, e chega no final do ano na maioria das vezes precisa fazer empréstimo para pagar o 13° salário, assim está nosso Brasil. Acorda Brasil, acorda servidor, está descontente com o que ganha faz igual o da iniciativa privada, ajude o Estado, a nação, pede conta e arrume outro emprego, desculpem pelo longo texto mas é uma realidade, você servidor que é honesto, competente e cumpre seu dever tem meu total apoio, peço até desculpas até porque já fui servidor e sei que a vida para aqueles trabalhadires honesto é difícil mas a grande maioria só querem mesmo saber de seus direitos mas suas obrigações estão longe do ideal, se não mudar o Brasil vai quebrar. Obrigado!
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  • Rog?rio

    Domingo, 28 de Abril de 2019, 22h15
  • Eu acredito em você, Janagata.
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  • J.A.Silva

    Domingo, 28 de Abril de 2019, 20h39
  • A grande maioria é um simples vagabundo que vai ao local de trabalho e quase nada produz! No máximo 25% de sua capacidade e da necessidade!
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  • Carminaburana

    Domingo, 28 de Abril de 2019, 20h16
  • ESTRANHO, PRA NÃO DIZER DIABÓLICO É SABER QUE ENQUANTO NÃO DÁ RGA TEMOS CARREIRAS PRIVILEGIADAS COM EXTRA TETO COM O ARTÍFÍCIO DO AUMENTO DE SUBSÍDIO COMO VERBA INDENIZATÓRIA, POUCA VERGONHA A ALMT - MAIS ALTA VI DAS ALS DO PAÍS - NÃO SABE QUAL A SUA FUNÇÃO - VEM DE FAZER LEI PARA SUGERIR, ACONSELHAR, PROPOR OS DEPUTADOS DOAR A VI, VERDADEIRA FALTA DE DECORO PARLAMENTAR, POIS NÃO É PRÓPRIO DE LEI SUGERIR, ACONSELHAR (MINISTRO BARROSO) E COMO A VI É DESTINADA A RESSARCIMEMTO APENAS , FOI DESVIO DE FINALIDADE, OU É RESSARCIMETO OU NÃO OCORRE A UTILIZAÇÃO. É MENTIRA - COMO É A TAL VI - E O DEMO É MENTIROSO E O PAI DA MENTIRA (JO, 8:44).
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  • Maria

    Domingo, 28 de Abril de 2019, 10h51
  • E o Paulo Araújo?! Será que se aliou ao governo mentiroso e esqueceu do servidor, principalmente, do executivo que está a dois anos sem a RGA?
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