25 de Junho de 2019,

Política

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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h:22 | Atualizado:

R$ 65 MIL POR MÊS

AL muda projeto e redução da verba indenizatória se torna opcional em MT

Autor da proposta, Ulysses Moraes criticou alterações, mas anunciou que abrirá mão de 50%¨do benefício


Da Redação

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O deputado estadual Ulysses Moraes (DC) tentou defender em plenário seu projeto de lei (PL) para reduzir ou abrir mão na integralidade a verba indenizatória de R$ 65 mil dos parlamentares e servidores de primeiro escalão da Assembleia Legislativa em 50%. Um projeto substitutivo foi colocado em pauta na sessão de hoje e aprovado pela maioria dos parlamentares.

No lugar de obrigar todos os deputados ao ato, a nova redação aprovada na manhã desta quarta-feira (22) tornou possível a quem queira abrir mão da VI no percentual citado. Moraes começou sua fala a reclamar que seu projeto de lei foi “totalmente desconfigurado e descaracterizado”.

Segundo as palavras dele, o PL deixou de ser um projeto do deputado Ulysses Moraes e virou um projeto da casa legislativa. Ele disse ainda que se sentiu "derrotado", mas seguirá a proposta apresentada e abriu mão de parte da verba indenizatória. “Analisando este substitutivo que permite que os deputados poderão renunciar em todo ou em parte a sua verba indenizatória, cumpro minha palavra, minha proposta de campanha e renuncio de ofício a 50% da minha verba indenizatória, assim como estava proposta. Saio daqui triste, mas com a convicção de que lutei o bom combate”, afirmou, antes de votar contra a nova redação da PL.

Acompanharam Moraes no protesto simbólico, os deputados Faissal Kalil (PV)  e Sílvio Fávero (PSL). Moraes reclamava do fato de em seu texto constar proposta que condicionava o pagamento da verba indenizatória aos membros do Legislativo “à solicitação de ressarcimento dirigida ao ordenador de despesas, por meio de formulário padrão apenso ao quadro demonstrativo de gastos, devidamente assinado pelo membro do Poder Legislativo, que assumirá total responsabilidade pela veracidade e legitimidade das informações prestadas no quadro demonstrativo de gastos, entregue ao setor financeiro”, de modo a obrigá-los a prestar contas, algo de que estão liberados hoje e vai permanecer, segundo o novo entendimento.

No texto substitutivo aprovado, a redação diz que o substitutivo visa “instituir aos membros dos órgãos do Poder Legislativo a possibilidade de, a qualquer tempo, renunciar a verba indenizatória, em sua totalidade ou em parte, de acordo com as necessidades de seu mandato parlamentar”. A matéria foi votada em plenário e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em um prazo de até um mês. Desde que foi tornada pública pelo representante do Movimento Brasil Livre (MBL) em Mato Grosso, foi eivada de polêmicas e críticas.

A primeira delas partindo da presidente interina da AL, Janaina Riva (MDB), que chamou a proposta de Moraes de “demagoga, populista e hipócrita”. Entendimento seguido por pares como Toninho de Souza (PSD) e Romoaldo Júnior (PSDB).

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Comentários (8)

  • Pedro | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 16h58
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    Francamente, não sabia que para renunciar a essa verba indenizatória imoral, precisasse de lei. Vá em frente deputado Ulysses. Nessa briga, o povo está do seu lado. Só vejo uma solução para acabar, em definitivo, com essa farra, criar mecanismos para reduzir o duodécimo repassado ao Poder Legislativo.

  • Diogo Nogueira | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 16h11
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    diferente do conversadorzinho hipócrita que abriu mão só da metade, que xingava vereadores que pegavam verba de 3 mil reais, nossa que hipócrita, o Faissal me surpreendeu, nunca ouvi falar que ele abriria mão de verba, o cara foi homem e na hora chegou meteu o pé e calou todo mundo no plenário, pobre do muleque conversador, aos poucos a máscara como a de todo mbl já está caindo. grupinho de muleque criado em condominio.

  • Eleitor atento | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 15h32
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    O poder emana do povo, então precisamos lembrar em futuros pleitos eleitorais quem é quem.

  • SOLANGE | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h57
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    janaína Riva disse que a famigerada VI é um direito dos deputados. Imagina, eles votam e aprovam o pagamento de verbas indenizatórias no valor de 65 mil reais por mês, além de 85 mil de verbas de gabinete e 35 mil de salários. E o mais lamentável, é que somos nós, os contribuintes, quem pagamos a tal verba. Esses deputados deveriam ter vergonha na cara. Bando de malandros.

  • Lourival | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h49
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    A SOCIEDADE DE BEM EXIGE A PRISÃO DE JOSÉ RIVA ! CONDENADO A QUASE 100 ANOS DE PRISÃO! EM PRISÃO COMUM COMO NA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO ! POIS ELE É MUITO PIOR QUE OS POBRES COITADOS QUE LÁ ESTÃO!

  • Pacufrito | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h47
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    PIADA, PIADA, OPCIONAL??????, SABE QUEM VAI ABRIR MÃO??? SÓ ELE.... a população tem o direito de saber quem é contra e quem é a favor da população menos favorecida, sim no fundo é isto que se discute, que quer cortar benécias, e privilégios em favor de melhorar a saúde e educação da população mais pobre, se a sociedade gastar menos para manter os privilégios, com certeza vai sobrar mais para investir em saúde e educação

  • alexandre | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h46
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    muito dinheiro para jogar fora, como uma quadra pode consumir 550 milhoes ao ano ?

  • Marcio | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 14h44
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    Esses deputados inócuos não tem compromisso com a moralidade pública. Ganham cerca de R$ 39.000,00 reais, a título de salário + R$ 65.000,00 de VI. E acham que a VI é um direito desses malandros. E o mais lamentável é que essa VI é paga com o dinheiro do contribuinte. Por essa e outras é que sou a favor do fechamento dessa Assembleia Legislativa que serve apenas para "torrar" o dinheiro do contribuinte.

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