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Política

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Quarta-Feira, 18 de Dezembro de 2019, 15h:19 | Atualizado:

PEDIDO DE VISTAS

AL vota contas de Taques só ano que vem; aliados lembram crise econômica

Relatório aprovado pela Comissão de Fiscalização e Orçamento pediu rejeição das contas do tucano


Da Redação

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Logo que for aprovado na Comissão de Fiscalização e Orçamento, o relatório final que reprovou as contas públicas do ex-governador Pedro Taques (PSDB) foi levado ao plenário da Assembleia Legislativa, para ser confirmado ou refutado pelos 24 parlamentares estaduais. Isso, entretanto, só acontecerá no próximo ano, pois o deputado Valdir Barranco (PT) pediu vistas ao documento votado na sessão ordinária desta quarta-feira (12).

Pelo regimento interno da AL, o petista terá um prazo de cinco dias para estudar o texto. Ainda que ele consiga cumprir o prazo, não há mais tempo crível para a análise porque a AL entra em recesso — o presidente Eduardo Botelho (DEM) pode determinar sessões extraordinárias —na quinta ou sexta-feira (20) e a partir da parada, só retornam ao trabalho em janeiro.

Se confirmada a rejeição, Pedro Taques pode ficar inelegível por quatro anos, contados a partir do dia dessa confirmação. Os deputados, ao decidirem pela refutação do que foi apresentado pelo ex-governador, divergiram frontalmente da recomendação dada pelos conselheiros interinos do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que aprovou a prestação de contas do tucano.

Chama a atenção o fato de a relatora dessas contas ser a desafeta e abertamente inimiga do ex-procurador da república e ex-senador, a única mulher com mandato eletivo na AL, deputada Janaína Riva (MDB). Durante todo o governo, ela era a mais forte voz contrária à gestão Taques. É até mesmo auxiliar de acusação em processos contra ele.

No front a favor do ex-governador, está o companheiro de partido Wilson Santos (PSDB), ex-líder do governo e ex-secretário de Cidades. Ele votou, fez discurso a favor da aprovação e usou como argumento justamente a recomendação dos técnicos do TCE.

Santos chegou a ler trechos do parecer do TCE para deixar claro a concordância com o entendimento do MP Contas, que advertiu quanto à não razoabilidade de exigir “soluções milagrosas” de um gestor público mediante o cenário de crise econômica  atual, posto ter o início se dado anos antes do ex-senador deixar o Congresso, se candidatar e assumir o mandato no Palácio Paiaguás. Segundo ele, a gestão Taques ocorreu no auge da crise econômica nacional e internacional.

Outro a favor daquele governo foi o deputado Max Russi (PSB) — também ex-secretário daquela gestão. Ele também se manifestou pela aprovação e argumentou que a AL está fazendo um julgamento político, distante da análise técnica dos números. “Eu não conheço gestor que não tem nas suas contas apontamentos”, disse.

Depois, citou alguns ex-prefeitos que hoje são deputados. Continuou a argumentação falando sobre as dificuldades enfrentadas por toda a União na "Era Taques". Nem o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) foi esquecido.

Outro ex-secretário hoje deputado, tucano e que se manifestou a favor do ex-governador, Carlos Avallone (PSDB) considerou que o governador deste turno, Mauro Mendes (DEM) pode também vir a sofrer o mesmo tipo de pressão e sanções (em caso de votação a favor do relatório em plenário) poderia ter atravessadas as mesmas recomendações dadas pelo TCE sobre as contas de sua administração.

Até mesmo figuras não tão alinhadas assim, como o deputado Elizeu Nascimento (DC) considerou também que o julgamento dos deputados é muito mais político do que pautado em técnica e chegou até mesmo a pedir que os demais deputados pensassem no futuro e fez uma advertência lembrando que eles poderão ser julgados pela mesma letra.

Ele anunciou voto favorável e encerrou afirmando que a Polícia Militar — ele é sargento-PM — teve bons momentos e foi bem suprida por toda a "Era Taques".

 

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Comentários (3)

  • Jacobina | Quinta-Feira, 19 de Dezembro de 2019, 09h34
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    Maldição bíblica (Is 10) e cairam em desgraça política os que criaram a VI-Salário (criada por RIVA na ALMT): Aécio Neves (Ato 62/2001), Riva / Bosaipo, etc (Lei 8.112/2004), Blairo Maggi (LC 169/2004, etc) e Pedro Taques deu aumento de VI. Vem falar de ódio! Se merecem.

  • José | Quarta-Feira, 18 de Dezembro de 2019, 16h10
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    O Wilson Rodoanel o Carlos Avalone não podiam nem opinar pois são mais sujos deque pau de galinheiro

  • deovaldo | Quarta-Feira, 18 de Dezembro de 2019, 15h36
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    Concordo plenamente com a Deputada Janaina, tem que reprovar se não cumpriu o que foi determinado, então façamos da seguinte forma, igual para todos, pois se comprovar a sua cassação pelo TRE/MT não recorra aceita e fique inelegivel por 8 anos...ok assuma então os seus erros,,,dai estará fazendo diferente...........muita hipocrisia isso nina

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